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quinta-feira, 2 de julho de 2026

`Toro Candil´, cultura, tradição e folclore da fronteira

2009-04-15 09:50:00

Antonio Luiz

Conheça o “Toro Candil”, folclore herdado dos vizinhos paraguaios e adotado fortemente como uma manifestação folclórica na nossa região até a década de 70 do século passado. Essa expressão da cultura popular está sendo resgatada pela Associação Cultural Amambaiense, que existe de fato há 5 anos, mas está formalizada oficialmente e documentada há cerca  de 2 anos. Esta Associação faz um trabalho excepcional na preservação de tradições regionais e prevê em seu estatuto o compromisso de manter, sempre, ao menos um projeto cultural filantrópico em Amambai.

O primeiro projeto: O “Pájaro Campana”, hoje conta com 68 alunos de música, distribuídos nos seguintes instrumentos: Harpa, Violino, Violoncelo, Violão, Baixo acústico e Viola Caipira. Quanto à harpa, há também um investimento em sua fabricação, com adaptações para mudanças de tonalidade, pois a harpa paraguaia fica limitada em apenas duas tonalidades. Atualmente, o nome fantasia do projeto está sendo alterado para “Toro Candil”, uma das expressões máximas da nossa cultura fronteiriça.

O segundo projeto: “Encontro do Folclore de Amambai”, com sua 1ª edição em 2008 e pretende-se a 2ª edição em julho de 2009, com a presença do maestro Manoel Lucena, especialista em harpa clássica e folclórica e que já fez regência para 300 harpas simultâneas.

A Associação prepara-se para mais uma empreitada, que é a implantação de um parque temático de uma ranchada ervateira, onde, entre outros eventos, será o cenário apropriado para a realização dos encontros de folclore.

Uma vez implantado o parque, a Associação poderá implementar as oficinas de artesanato, artes plásticas e danças folclóricas.

A meta da Associação é criar um centro de ensino e pesquisa de artes com ênfase à história e cultura regional.

Sem contar com qualquer ajuda do Poder Público, a Associação se mantém todos esses anos graças à persistência de seus criadores e à sensibilidade de particulares e empresários da cidade, que colaboram espontaneamente por acreditarem ser um projeto cultural importante para preservação das nossas tradições regionais. As dificuldades são muitas; entretanto, assim que tomarem conhecimento da Associação, mais pessoas se disporão a colaborar.

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