2009-04-14 12:49:00
As estimativas da produção agrícola efetuadas pela Comissão Regional de Estatísticas Agropecuárias (Corea) para Ponta Porã voltaram a apontar um crescimento no volume total de soja a ser colhido no município. Na reunião realizada no começo de abril, foi mantida a área prevista de 155.000 hectares.
O rendimento médio informado na reunião anterior de 2.520 kg/ha passou para 2.600 kg/ha. O aumento do rendimento médio foi gerado por fatores climáticos que proporcionaram a recuperação das lavouras cultivadas com variedades de ciclo tardio e semi tardio.
A produção esperada passou de 390.600 para 403.000 toneladas. A fase é de colheita, que deverá se estender até a segunda quinzena do corrente mês. Até o momento já foram colhidos 80% da área cultivada. O preço médio pago ao produtor é de R$ 680,00 a tonelada.
O milho, 1ª safra, foi cultivado em 3.000 hectares. O rendimento médio previsto de 3.600kg/ha foi reavaliado, passando para 4.500 kg/ha. Esta alteração se deve a fatores climáticos favoráveis que proporcionaram melhor desenvolvimento das lavouras cultivadas tardiamente.
A produção esperada é de 13.500 toneladas. A fase é de colheita, que já atingiu 95% da área cultivada. A produção está sendo comercializada ao preço médio de R$ 274,00 a tonelada.
Quanto ao milho safrinha, a área de plantio prevista é de 50.000 hectares e rendimento médio de 4.230 kg/hectare. As inovações nas técnicas de plantio e investimento tecnológicos, composição do solo e variações climáticos exigiram informações mais detalhadas das áreas cultivadas assim definidas: áreas com zoneamento e áreas sem zoneamento.
Para o município de Ponta Porã, os técnicos estimaram que a área cultivada com zoneamento abrange 70% da área total, 35.000 hectares com rendimento médio previsto de 4.500 kg/hectare, enquanto que a área sem zoneamento ocupa 30% da área total, 15.000 hectares.
O rendimento médio previsto é de 3.600 kg/hectares. A área com zoneamento, o plantio está concluído. Na área sem zoneamento o plantio já atingiu 80% da área. Para a soja de inverno, a área já cultivada é de 2.000 hectares, com rendimento médio de 1.500 kg/ha. A colheita está prevista para o final do mês de junho.
As variedades utilizadas são as precoces. A produção esperada é de 3.000 toneladas. A fase é de tratos culturais. Com relação ao trigo, os técnicos registraram uma área prevista de 10.000 hectares. Rendimento médio de 2.100 kg/hectares. A fase é de preparo do solo.
O plantio deverá ter inicio no final de abril, prolongando-se até o final da primeira quinzena do mês de maio. Na safra 2008/2009, Ponta Porã cultivou arroz irrigado numa área de 1.300 hectares. O rendimento médio esperado de 6.000 foi reavaliado para 6.600 kg/ha e produção de 8.580 toneladas.
A alteração no rendimento médio ocorreu em virtude de fatores climáticos favoráveis. A cultura encontra-se na fase de colheita, que já atingiu 90% da área cultivada. O preço médio de comercialização é de R$ 564,00
Já o arroz de sequeiro foi plantado em 300 hectares. O rendimento médio foi mantido em 1.500 kg/hectares. A fase atual é de colheita que já atingiu 70% da área cultivada. O preço médio pago ao produtor é de R$ 531,00 a tonelada.
O feijão, 1ª safra, ocupou uma área de 1.200 hectares. O rendimento médio citado no relatório do mês anterior 1.500 kg/ha foi reavaliado para 1.800 kg/ha, devendo gerar uma produção de 2.160 toneladas.
O aumento do rendimento médio se deve a maior produção obtida nas áreas irrigadas, que proporcionaram o rendimento médio de 2.030 kg/Ha. A fase é de comercialização, sendo o preço médio pago ao produtor de R$ 1.080,00 a tonelada.
Já o feijão 2ª safra deve ocupar uma área 2.000 hectares. Deste total, 800 hectares (irrigados) estão cultivados no assentamento Itamarati, 230 hectares (irrigados) na fazenda Jotabasso, 300 hectares na Fazenda Bocajá.
O restante da área 670 hectares estão cultivados nos demais assentamentos e estabelecimentos agropecuários. As variedades cultivadas são juriti, preto e carioquinha. A produção esperada é de 3.000 toneladas.
Para a aveia branca a área prevista é a mesma da safra anterior, 2.000 hectares. Com rendimento médio de 1.200 kg/hectares. A fase atual é de preparo do solo. O plantio deverá ocorrer no final de abril, até o final da primeira quinzena de maio.
Mandioca: mantida a área de 800 hectares, com rendimento médio previsto de 15.000 kg/ha e produção de 12.000 toneladas. A fase é de colheita que já atingiu 40% da área cultivada. O preço médio ao produtor é de R$ 450,00 a tonelada.
Quanto ao preço médio, é utilizado o cálculo da média ponderada com o preço da produção comercializada na feira livre, R$ 0,75, e o preço pago de R$ 125,00 a tonelada pelas indústrias, o qual é considerado muito baixo pelo produtores que paralisaram a colheita e conseqüentemente o fornecimento da produção para as indústrias.
Cana-de-açúcar: a área de 6.889 hectares está em fase de tratos culturais. Cabe ressaltar, que nesta área não está incluída a área cultivada no município de Ponta Porã pela usina de Vista Alegre do município de Maracaju, na região do Copo Sujo no município de Ponta Porã.
Tem-se conhecimento através de informações não oficiais que o plantio efetuado pela referida usina, passa dos 3.000 hectares. A confirmação destas informações será obtida “in loco” durante o mês de abril, através dos técnicos do IBGE que visitarão a indústria.
O rendimento médio previsto nos 6.889 hectares é de 110.000 kg/hectares, para uma produção de 585.200 toneladas. A fase é de tratos culturais. O preço médio pago ao produtor é de R$ 29,00 a tonelada.
As informações são do chefe da agência do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em Ponta Porã, Carlos Roberto Rodrigues de Rodrigues. A reunião da Corea contou com as presenças de João do Carmo B. Dorneles, secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável; Renato Costa, assessor do secretário da Prefeitura Municipal; Jarbas Schmaedeke, do Escritório de Planejamento Brasplan; Cláudio de Oliveira Dantas, da Agraer – Assentamento Itamarati; Tales Lima Alves, da Agraer – Assentamento Itamarati; Bruno Montiel de Oliveira, da Produfértil; Eugênio F Scheren, da Integral Ltda.; Ivan Barbosa Lopes, do Banco do Brasil – Dourados; Roney Fucks, presidente do Sindicato Rural de Ponta Porã; Cinthia Raquel Mancini, da Agraer – Núcleo Ponta Porã; Paulo Roberto Albertini do Escritório de Planejamento Conquista; José Aparecido de L. Albuquerque, do IBGE – UE/MS; Carlos Roberto Ferry, do IBGE – RJ e Carlos Roberto Rodrigues, do IBGE – Ponta Porã.











