2009-04-03 19:34:00
A jovem Kelly Samara Carvalho dos Santos, de 20 anos, foi presa nesta sexta-feira (3) por policiais da 10ª DP (Botafogo) na Gávea, Zona Sul do Rio, quando saía de uma boate.
Há duas semanas, ela teria aplicado golpes num homem com quem saíra e a levara para sua casa.
“Ela furtou cheques e cartões de crédito dele, supostamente para comprar jóias, sapatos e roupas de grife e se produzir para outros golpes”, disse um investigador, acrescentando que ela se apresentara como filha de fazendeiro.
Em 2007,
Nesta sexta-feira (3), Kelly foi transferida para a carceragem feminina de Mesquita, na Baixada Fluminense.
Presa após boate – Kelly foi presa quando saía sozinha de uma boate na Gávea, na madrugada de quinta-feira (2). Os policiais receberam a denúncia de que ela iria à boate na Zona Sul e conseguiram detê-la na porta da casa.
“Como um dos cartões não passou, ela disse na recepção que iria no carro e mandaria o motorista pagar. Provavelmente, estava preparando mais um golpe”, acredita o policial. A polícia localizou Kelly também com a ajuda de um taxista. Ela usou um cheque de sua vítima para pagar uma corrida de R$ 56. Na delegacia, Kelly negou todas as acusações.
Prisão
"Sou obrigada a fazer isso. Vou entregar todo mundo. São pessoas conhecidas", disse, à época. "Sempre tive tudo
Segundo a polícia, ela usava pelo menos mais quatro nomes: Kelly Lambertini, Kelly Tranchesi, Alessandra Tranchesi e Daniela Delgado Garcete. Segundo a delegada, ela também dizia que é irmã de um conhecido traficante de cigarros.
Boa Noite Cinderela- A jovem esteve sob suspeita ainda de realizar furtos durante programas nas residências de suas vítimas, colocando soníferos nas bebidas, golpe conhecido como "Boa Noite Cinderela".
“Ela dava nomes diferentes em cada hotel em que se hospedava. Para cada pessoa que conhecia ela dava um nome. Ela tinha muitos cheques. Como é uma pessoa que sempre falava muito alto, fazia muito escândalo, as pessoas ficavam com o cheque e deixavam ela ir embora”, contou, na época, a delegada Aline Martins Gonçalves, da polícia paulista.
No intervalo entre o dia da liberação e a nova prisão de Kelly, dois boletins de ocorrência foram abertos contra ela. Um deles, de uma idosa de 83 anos, e outro de homem que a conheceu em uma casa noturna. Dele, a suspeita teria levado R$ 5,5 mil em dinheiro e um cartão de crédito. A idosa ficou sem o talão de cheques, segundo a delegada.
No final do ano passado (2008), durante passagem por Amambai, sua cidade natal, Kelly Samara Carvalho dos Santos procurou a redação do jornal A Gazeta e do site A Gazetanews para reclamar, dizendo-se vítima de calúnia e difamação por parte de algumas pessoas.
“Fiquei oito meses presa sendo acusada de um crime que não cometi conforme ficou provado perante a Justiça que me absolveu. Não devo nada a Justiça e a sociedade, estou tentando reerguer minha vida e construir meu futuro, mas tem pessoas que só se preocupam em denegrir a imagem das pessoas. Quando alguém abrir a boca para falar mal de alguém tem que ter prova do que está falando. Se cada um cuidasse da sua vida, o Brasil seria um País muito melhor”, finalizou Samara na época.
Acusada falava em montar loja
Segundo a golpista ela estava regenerada e até pensava em montar uma loja de roupas na cidade.
“Esse é um projeto meu com apoio do meu namorado que é policial no estado de São Paulo”, disse a jovem ao relatar na época que tudo que passou nos últimos anos teria servido como uma lição de vida.










