2009-04-03 00:03:00
Em Eldorado a prefeita Marta Maria Araújo (PDT), seu vice Mário Coelho (PSDB) e o vereador José Martins (PDT) correm o risco de terem seus diplomas cassados. O pedido de cassação está sendo feito pelo MPE (Ministério Público Eleitoral), da Comarca de Mundo Novo.
Ação impetrada pela coligação ‘Amor Trabalho e Fé por Eldorado’ e por Roberto Afonso Miranda acusa as três autoridades políticas de efetuarem compra de votos para garantir suas eleições. Como sustento à ação, a Promotoria Eleitoral aponta que as testemunhas foram ouvidas e reafirmaram as denúncias.
Os fatos narrados foram devidamente comprovados através de apresentação de filmagens, que foram anexadas ao processo. Essa prova foi repassada a um CD para amplo conhecimento das partes e, sobretudo, são as provas contra os candidatos Marta Araújo, Mário Coelho e Zé Martins, hoje, prefeita, vice e vereador, eleitos respectivamente.
Em defesa a seus direitos, Marta, Mário e José Martins disseram que houve defeito na representação, inépcia da inicial, ilegitimidade de parte da Coligação e improcedência da ação. Eles confirmaram que não praticaram os atos relatados pela acusação e que as provas juntadas são ilícitas.
O relatório concluído pelo MPE foi encaminhado à Justiça Eleitoral, juntamente com parecer contrário a todos os argumentos apresentados pela defesa.
Dinheiro – A ação deve ser julgada procedente, segundo o promotor eleitoral Eduardo Fonticielha de Rose. Ele destacou ao juiz eleitoral Alexandre Tsuyoshi Ito que todos os fatos narrados foram devidamente comprovados.
Uma testemunha chegou até mesmo a informar que uma pessoa marcou com Roberto Afonso uma reunião para Marta e Mário, em troca ele receberia um dinheiro. No encontro, segundo a testemunha, Marta teria dito a Roberto que iria colocá-lo em um ‘programa de casinhas’.
Nesse mesmo dia, porém, foi negociada a desistência da candidatura a vereador do depoente (Roberto). À noite, o vereador e candidato à reeleição, José Martins, foi a casa de Roberto e prometeu lhe entregar R$ 3 mil e, no dia seguinte, Zé Martins, acompanhado de Edson Martins, retornaram a casa de Roberto e lhe entregaram R$ 1,5 mil, sendo que a conversa foi gravada.
Um dia depois Zé Martins levou documento para Roberto assinar sua desistência da candidatura.
O MPE enfatiza que o candidato que doa, oferece, promete, ou entrega, ao eleitor, com o fim de obter voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, corre risco de ter o diploma cassado.
Caso acate o pedido do MPE, a eleição municipal ocorrida o ano passado será anulada e o município poderá ter nova eleição para escolha do prefeito e vice.









