2009-04-01 15:43:00
Diário MS
A Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul) apontou necessidade de reajuste de 23% na conta de luz a partir de 8 deste mês, mas caberá à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) definir o percentual de modo a “manter o equilíbrio entre concessionária e consumidores”.
A planilha de custos foi apresentada aos deputados estaduais, em reunião na Assembleia Legislativa pelo vice-presidente da Enersul, Sidney Simonaggi. A revisão da tarifa de energia, segundo os deputados que investigaram a Enersul por meio de uma CPI, implica no reescalonamento do reembolso devido em razão da cobrança indevida que a concessionária fez durante cinco anos.
No documento entregue aos deputados, a Enersul aponta que dos 23% de correção necessária, 12% correspondem a custos não gerenciáveis pela concessionária, mas sim pela Aneel. Os deputados não avaliaram as pretensões da Enersul, mas ainda devem tomar uma posição depois de estudar a planilha.
De qualquer modo, todos os deputados que integraram a CPI da Enersul disseram que o índice não será de 23%. O máximo projetado pelo líder do governo, deputado Youssif Domingos (PMDB), é de 7,5%, condicionados à redefinição das regras de reembolso.
BOMBA
Segundo o deputado Paulo Duarte (PT), a Enersul se manifestou disposta a ressarcir os consumidores em decorrência da cobrança indevida apurada pela CPI. Assim, completariam os três anos sem reajuste tarifário acordado entre a empresa e o Ministério Público. “Contudo, se isso acontecer, embora não tenhamos reajuste este ano, teremos uma bomba de efeito retardado em
CÁLCULOS
Sidney Simonaggio admitiu que os percentuais estimados na planilha de custos, de até 23%, podem representar impacto muito grande, mas lembra que cabe à Aneel definir o índice, além de estabelecer de que forma a empresa ressarcirá os R$ 150 milhões que ainda restam dos R$ R$ 191,2 milhões cobrados indevidamente em 2003.
“A Aneel é responsável pelo equilíbrio financeiro da empresa. Nós não pedimos nada, é uma fórmula paramétrica e cabe à Aneel definir os índices”, disse Simonaggio. A agência reguladora deve divulgar o índice de reajuste no dia 7 deste mês.
“Ocorre que a revisão proposta pela Aneel é de redução de 7,5%, isto implica a possibilidade de termos reajuste de 0% a 7,5%. No entanto, se a Enersul antecipar as parcelas referentes aos R$ 150 milhões que deve aos consumidores não teremos reajuste. Se adiantar 66%, o reajuste será de 4,5%. E se antecipar 50%, o reajuste será de 7,5%”, analisou Youssif Domingos.
“Agora vamos estudar a planilha e o relatório da administração 2008 publicado pela empresa no Diário Oficial”, afirmou, a propósito do balanço da empresa divulgado ontem.
LUCRO
Parecer de auditoria independente atestou as demonstrações financeiras apresentadas pela Enersul. A concessionária teve lucro líquido de R$ 68,7 milhões em 2008, resultado positivo frente ao prejuízo de R$ 58,1 milhões calculados em 2007. No ano passado, a empresa investiu R$ 139,8 milhões, conforme o relatório.
Os auditores BDO Trevisan Auditores Independentes citam que o balanço patrimonial de 2007 foi afetado pela devolução de valor cobrado a mais aos consumidores no período de abril de
Em
A receita operacional bruta da Enersul apresentou um aumento de 18,8%, passando de R$ 1.080,7 milhões em 2007 para R$ 1.283,4 milhões em










