2009-04-01 09:18:00
Os demitidos de frigoríficos podem ser incluídos na medida de reparação dos efeitos da crise, que eleva em dois meses o prazo de concessão do seguro-desemprego. A proposta será levada em maio ao Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) e, se aprovada, beneficiará 9,5 mil trabalhadores demitidos de frigoríficos e abatedouros.
A inclusão dos trabalhadores será encaminhada pelo ministro-interino, André Figueiredo, ao Codefat, na reunião do colegiado prevista para a primeira quinzena de maio. O compromisso foi assumido no início da noite de ontem, em Brasília, em reunião da qual participaram o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS) o vereador do município de Anastácio, Paulo Severino; Valdevino de Deus Costa, presidente do Sindicato dos Frigoríficos de Carnes de Aquidauana; Rinaldo Souza Salomão, presidente do Sindicato de Carne e Alimentação de Campo Grande; e Antonio Sérgio dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Nova Andradina.
O critério adotado pelo Ministério do Trabalho para as sete parcelas do seguro-desemprego foi a comparação da média, entre 2003 e 2009, da evolução do emprego formal celetista de cada subsetor de atividade, com base no movimento dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro últimos. Os que tiveram saldo negativo 30% superior a esta média vão ser atendidos. Por essas regras não estava previst que a dilatação do prazo de seguro-desemprego chegasse a trabalhadores de Mato Grosso do Sul.
Desespero – Rinaldo Salomão afirmou que é preciso cirar uma alternativa para os trabalhadores até que o setor retome suas atividades. “Estamos desesperados mesmos. Um exemplo é o município de Nova Andradina, que não tem outro trabalho para os 1.450 demitidos pelo Frigorífico Independência”, disse.
Ele mostrou um levantamento ao ministro mostrando que os frigoríficos de carne bovina empregavam 14.769 pessoas, sendo que demitiram, até o mês passado, 4.660 trabalhadores, número que sobe para 9,5 mil se for considerado os abatedouros de frangos, suínos, cabras e frigoríficos de peixe. Estes, no total, empregavam 23.699 pessoas.
Dagoberto ressaltou que as parcelas extras são necessárias “para que a economia destas localidades não entrem em colapso”. Figueiredo garantiu o encaminhamento do pedido: “Não podemos afirmar que será concedido porque a decisão depende do Codefat, mas o ministério vai encaminhar a proposta”.











