2009-03-25 09:18:00
O Governo do Estado e prefeitos assinaram, ontem, convênio para a construçao de 4.657 unidades habitacionais. Ao todo, serão beneficiados 69 municípios do Estado. A notícia vem como um alento para a nossa região, que sofre com a crise econômica mundial e ainda enfrenta o impasse sobre demarcações de terras promovidas pela Funai (Fundação Nacional do Índio). A construção dessas casas vai promover geração de empregos, mesmo que momentânea, em cada cidade beneficiada. É uma ação que gera desenvolvimento.
O projeto habitacional do Estado é uma união de esforços entre o Governo do Estado, a União e os municípios, num valor total de R$ 70.693.260,00. Vai trazer mais qualidade de vida aos beneficiados, mais empregos e desenvolvimento para as cidades. Merece o nosso destaque, em meio a tantos outros fatos negativos que vêm nos atingindo.
A decisão do Supremo Tribunal Fedetal (STF) favorável aos índios na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, na semana passada, abriu um precedente preocupante para a nossa região. Além da crise, já instalada na região, que vem provocando fechamento de indústrias e dificultando o processo de instalação de outras, como as usinas de álcool, por exemplo, que vivem uma incerteza, agora essa grave preocupação sobre as terras produtivas, que podem acabar virando aldeias.
Como pode uma região se desenvolver com solidez e segurança sob a ameaça de perder parte do seu território? A Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) está muito preocupada com o desenrolar dessas demarcações, principalmente agora que o STF decidiu favoravelmente aos índios em Roraima, determinando aos produtores rurais daquela região que se retirem das suas propriedades.
Para sair da crise mundial, não só a nossa região sul, como também todo o nosso Estado e Brasil, dependem de uma reação positiva dos países desenvolvidos, principalmente dos Estados Unidos. Se a economia mundial tiver recuperação ao longo deste ano, como estão prevendo os analistas econômicos, a tendência é que o Mato Grosso do Sul comece a se recuperar também. No entanto, essa notícia sobre as demarcações de terras indígenas, para a nossa região, é uma calamidade anunciada, que inibe qualquer investidor. A mesma união que estão tendo o Governo do Estado, municípios e Governo Federal para construir as 4.657 casas, poderia também acontecer para resolver de vez esse impasse sobre as demarcações. Não podemos ficar nas mãos de estudos antropológicos irresponsáveis e descomprometidos com o desenvolvimento da nossa região.









