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quarta-feira, 1 de julho de 2026

PC fecha depósito irregular de gás em Tacuru

2009-03-19 11:36:00

Vilson Nascimento

Em uma operação desencadeada na manhã dessa quarta-feira (18) em Tacuru, a Polícia Civil local fechou um depósito irregular de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) ou “gás de cocinha”, como é mais conhecido e indiciou o proprietário do estabelecimento por armazenagem irregular de produtos infláveis, crime, segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. Humberto Peres Lima, previsto na Lei 8.173 de 1991, que em caso de condenação acarreta em pena de 1 a 5 anos de detenção e ao pagamento de multa. 

Segundo Dr. Humberto Lima, titular da Delegacia de Tacuru, a empresa, que funcionava no centro comercial da cidade, não tinha documentação para funcionamento e os botijões estavam acondicionados em um cômodo fechado, parte dele de madeira, sem qualquer equipamento de prevenção a acidentes ou incêndios e ao lado de residências, provocando iminentes riscos de acidentes e até de explosão.

De acordo com o delegado durante os levantamentos a polícia descobriu que a empresa, que seria filial de uma outra empresa que atua no mesmo ramo, na cidade de Itaquiraí, emitia notas fiscais vencidas, não possuía alvará da Prefeitura para funcionar no município e nenhuma documentação ou autorização da ANP (Agência Nacional de Petróleo) para a comercialização de gás de cozinha, mas mesmo assim a empresa continuava atuando e fornecendo o produto para vários estabelecimentos comerciais da cidade em Tacuru.

Empregado não era registrado

Durante as investigações a Polícia Civil também constatou que o funcionário que trabalhava no local, que teria sido contratado pelo dono do estabelecimento há poucos dias, não era registrado e tampouco possuía qualquer espécie de treinamento que o qualificasse para o manuseio de material inflamável e explosivo.

Moto da empresa estava irregular

Duas semanas antes da operação deflagrada nessa quarta-feira, que resultou no fechamento do depósito de gás, a Polícia Civil de Tacuru já havia apreendido uma motocicleta utilizada pela empresa para a distribuição de gás na cidade.

Segundo a polícia a moto estava sendo conduzida por um condutor não habilitado e o veículo estava com a placa adulterada.

Na ocasião, segundo o delegado responsável pelo caso, a empresa alegou não saber que o funcionário não possuía CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a justificativa apresentada para a placa adulterada foi que em uma das entregas o funcionário teria perdido a placa original da moto e com medo de represália da empresa, teria procurado um ferro velho da cidade, adquirido uma placa qualquer e colocado no local da placa extraviada.

Empresário responderá por dois atos

De acordo com o delegado responsável pelas investigações do caso, Dr. Humberto Lima, na Delegacia em Tacuru o dono da empresa, Joseval de Araújo Viana de 53 anos, residente na cidade de Itaquiraí, irá responder por armazenagem irregular de produtos inflamáveis e por entregar veículo a condutor não habilitado, mas as informações sobre o caso serão repassadas aos demais órgãos como a AMP e outros, onde corre o risco de aplicações de novas sansões com a questão trabalhista, por conta do funcionário não registrado e até fiscais, com a emissão de notas fiscais vencidas.

Segundo o delegado ao serem constatadas as irregularidades, o local onde funcionava o depósito foi fechado e todo o material estocado no local foi removido para uma empresa que trabalha com estocagens e revendas de gás de cozinha com autorização da ANP, onde ficará, segundo a Polícia Civil, em condições seguras de armazenagem até que o processo se desenrole.

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