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quarta-feira, 1 de julho de 2026

“Empresários e responsabilidade social” por Clesio Ribeiro

2009-03-18 08:45:00

Mais que simplesmente tocar um negócio, a responsabilidade empresarial de qualquer segmento é bem maior. O comércio de Amambai representa boa parte da arrecadação de ICMS e junto com a agropecuária sustenta a economia. Quando um comércio encerra suas atividades não significa apenas que houve uma falência, significa que algumas ou muitas famílias vão enfrentar dificuldades em encontrar um outro emprego. O governador André Puccinelli declarou na última sexta-feira que “os empregos são mais importantes que impostos neste momento de crise”. Portanto, para os municípios, Estado e País, o importante são as empresas funcionando e precisam ser mais valorizadas.

O fechamento ou encerramento das atividades (não se sabe exatamente o desfecho dessa história) do frigorífico de Amambai é muito preocupante para uma cidade que não tem grandes geradores de empregos. Tirando a Prefeitura, que emprega mais de mil trabalhadores, o quartel do Exército, que emprega cerca de 400 oficiais e soldados, o frigorífico é o maior gerador de empregos diretos do município. Conforme notícia divulgada na edição de sexta-feira do jornal A Gazeta, um total de 299 funcionários estarão desempregados com o fechamento do frigorífico. Um problema sério!

Neste caso do frigorífico, a história vem se repetindo já há algum tempo. No ano passado, a empresa já passava por dificuldades administrativas e pediu socorro ao Governo do Estado. O socorro veio e a empresa funcionou até o mês passado. Agora, novamente, a empresa pede socorro ao Governo. Má administração? Mal direcionamento dos lucros da empresa? Crise? Enfim. Essa análise cabe aos empresários e responsáveis pela empresa. Toda empresa nasce para dar lucro e quando isso não acontece corre-se o risco de falência. Essa é a lei dos negócios.

No entanto, a responsabilidade social de uma empresa para com a sua cidade é grande. Quando no setor público, principalmente na Prefeitura, temos administradores competentes, honestos e comprometidos com o bom funcionamento da gestão da máquina, a cidade toda ganha em obras e benefícios. E no setor privado não é muito diferente. Quando um empresário dirige bem os seus negócios, fica até altas horas debruçado sobre as contas, sobre os projetos, quando ele investe em equipamentos, treinamentos e qualidade dos serviços oferecidos, a cidade também ganha.

A declaração do governador André Puccinelli na sexta-feira, durante a abertura do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) de que “os empregos gerados são mais importante que os impostos” é a pura realidade. Sem emprego não há salário, sem salário não há consumo e sem consumo não há arrecadação de impostos. Portanto, o Estado precisa apoiar mais quem trabalha, oferecendo vantagens e diminuindo a carga tributária. As empresas, de uma forma geral, precisam ser mais bem vistas por todo mundo. Elas são quem impulsiona vida para a cidade.

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