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domingo, 28 de junho de 2026

Editorial “Mão única” por Clesio Ribeiro

2009-02-10 09:45:00

A discussão sobre a volta da mão dupla nas ruas Sete de Setembro e da República foi um dos assuntos na sessão da Câmara na manhã de ontem. À partir do dia 02 de março acaba-se a mão única nessas duas ruas. O assunto divide opiniões, como dividiu na época em que foi instituída, na gestão anterior. Nas referidas vias o projeto do prefeito Dirceu Lanzarini, firmado durante a campanha, é transformá-las em avenidas. E o propósito dessas ações é melhorar o fluxo de veículos e contribuir com o desenvolvimento de Amambai.

A grande questão em torno da mudança de tráfego dessas duas ruas que abrangem a área central da cidade é a segurança. Os motoristas, ciclistas e pedestres precisam ficar muito atentos para evitarem acidentes. Para isso uma campanha publicitária está sendo desenvolvida para que todos saibam da mudança. Além disso é preciso placas de sinalização indicando que as referidas ruas agora será mão dupla.

A discussão política em torno do assunto é uma outra história. Sempre quando um prefeito novo mexe em alguma questão deixada pelo prefeito anterior gera essa discussão. É normal. Na tribuna da Câmara na última sessão estava bem claro que os vereadores eleitos pela chapa de oposição, em sua grande maioria, era os mais contrários à mudança. E os eleitos pela situação eram os mais favoráveis. Uma questão política.

Sobre o que pensam os moradores, comerciantes e pessoas que transitam por essas duas ruas, somente uma pesquisa bem feita poderia detectar a tendência de opinião. Mas conversando com alguns cidadãos vemos que a opinião se divide. Há quem diga que do jeito que está ficou melhor e também há os contrários. Portanto é uma questão de resultados. Se o fluxo de veículos e consequentemente o desenvolvimento da cidade melhora então voltar a ser mão dupla e posteriormente construir as avenidas é um projeto bastante viável.

Temos vários municípios de porte maior do que Amambai onde não há sequer uma mão única. Ponta Porã, por exemplo, não tem na sua área central nenhuma via de mão única. Portanto é um assunto que deveria ser superado da questão política. Se é para fazer a mudança  que seja então algo para melhorar o movimento e garantir a segurança de quem transita. Contrários ou não à mudança, todos os motoristas, pedestres e ciclistas precisam estar atentos para não se envolverem em acidentes. A prefeitura, no caso, arcará com o ônus ou bônus da mudança.

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