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domingo, 28 de junho de 2026

Capitão fala sobre abates e denuncia irregularidades

2009-02-09 18:03:00

Sérgio da Luz

Líderes indígenas, moradores da aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia, procurando a reportagem do Jornal A Gazeta, na manhã de sexta-feira, 06, para denunciar o possível grupo que constantemente vem abatendo cabeças de gado na região. 

Jonas Batista, capitão da aldeia, acompanhados dos indígenas Tássio Velesquez e Ismael Rodrigues Ramires, explicam que os ataques são feitos, em sua maioria, por índios paraguaios, que vivem no interior da aldeia, “são índios e paraguaios misturados com índios, que vem do Paraguai. Lá eles não têm assistência, como os índios daqui têm: com comida, assistência medica; por isso se mudam pra cá” disse o capitão.

Porém – revelou o capitão, os ataques, conta com o apoio do grupo rival na aldeia. “Eles ficam encobertando esse grupo, e jogam a culpa em nos” disse. “Quanto tentei conversar com um deles (um dos suspeitos, denunciado por índios da própria aldeia), fui ameaçado por alguns índios. Era da oposição; eles estavam armados e disseram para deixar eles (os suspeitos) quietos” revelou o capitão.

Jonas disse ainda, que procurou o apoio da Policia Militar, que, segundo ele, disse não responder pela aldeia, cargo da Policia Federal. Já a PF segundo o capitão, disse para ele tornar a procurar a PM. “Sem o apoio da policia é impossível fazer alguma coisa” lamenta o capitão. “O pior é que todos; a sociedade, as pessoas; todos culpam toda a aldeia por esses ataques, que é feito somente por alguns índios, que nem da aldeia é” acrescentou.

Outra denúncia

Outro grave denuncia, revelada pelo capitão, que segundo ele motivou o aumento, tanto a vinda de indígenas paraguaios, como dos ataques a gados, é a ausência do posto de atendimento da Funai (Fundação Nacional dos Índios) – responsável pela tutela indígena – há cerca de dois anos. Porém, conforme Jonas, o funcionário conhecido pelo primeiro nome, “André”, é dotado para a função, mas, segundo os indígenas, nunca apareceu na aldeia.

“Quando tinha o posto de atendimento, todos os problemas nos levávamos para o funcionário do posto, dentro da aldeia, ele encaminhava para a sede da Funai. Depois que tiraram o posto, os índios se sentiram desamparados, foi ai que aumentou os ataques nas fazendas” ressaltou Jonas.

Procurados pela reportagem – por telefone, um representante da Funai, que pediu para não ser identificado, confirmou a denuncia, porém não soube explicar os motivos do funcionário não atuar no cargo. “O cargo existe e está preenchido, mas não sei explicar a situação” disse a reportagem.

A responsável pelo pólo de atendimento da Funai em Amambai, Marina Dutra Vieira, não foi encontrada pela nossa reportagem e nem retornou as ligações.

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