2009-02-09 10:25:00
Sérgio da Luz
Seguindo o ritmo da tão falada “crise econômica”, o comércio de Amambai, de maneira geral, diminuiu as vendas, demitiu e sentiu na “pele” a recessão. Na contramão, alguns empresários investiram e de resultado tiveram um surpreendente faturamento.
O início do ano é considerado, pela grande maioria dos comerciantes, com exceção dos comércios ligados à educação – devido ao início do ano letivo -, como o pior período do ano. Dívidas das festas de final de ano, instabilidades políticas e outros fatores desfavorecem o período.
Para vencer essas dificuldades e manter as metas de vendas, alguns empresários de Amambai apostaram em investir, inovar, facilitar as compras para o cliente. “É importante inovar e se adaptar; a crise existe e é para todos, mas nem todos devem sofrer com ela”, disse a secretaária-executiva da ACIA (Associação Comercial e Empresarial de Amambai).
“A crise existe para quem fica parado!”, foi o que ressaltou Alexandro de Souza, gerente das Lojas Floraí, que no mês de janeiro superou as vendas em relação a 2008, além de ultrapassar a meta de crescimento da empresa, chegando a 20%. A meta estabelecida era de 15%. “Nosso foco são nossos clientes; nosso investimento maior é no conforto deles; essa é a nossa política”, disse Alexandro, explicando o motivo do sucesso da empresa.
Com promoções, descontos e parcelamento, a Móveis Gazin, em Amambai, foi outro exemplo de empresas onde a “crise” não passou. A empresa manteve o grande volume de vendas em móveis e eletrodomésticos, além de conquistar outros serviços, como consórcios e planos de saúde.
Já no ramo de automóveis, um dos mais atingidos, cautela e corte de custos foram o segredo para superar a crise, como avaliou o empresário Cleverson Silva Mendes, proprietário das lojas Mendes Automóveis e Amavel Veículos. “Confesso que a crise me pegou de surpresa; tivemos que ir mais devagar e sem dívidas”, disse.
Para Mendes, no mês de janeiro as vendas já aumentaram e as expectativas para o ano são as melhores possíveis. “As expectativas são boas; muitos boas; é hora de colher. Sempre tiramos algum aprendizado e com certeza aprendemos muito nesse momento de dificuldade; agora é só trabalhar e não ficar parado”, disse.
Presidente destaca apoio da ACIA – Rodrigo Selhorst, presidente da ACIA (Associação Comercial e Empresarial de Amambai), destacou o papel fundamental que a entidade vem desenvolvendo em apoio ao comércio local para superar o momento.
“Através de campanhas, promoções, capacitação de funcionários, cursos, entre outros, este é o nosso papel: de incentivar o comércio; procuramos fazer com que as pessoas comprem no município, gerando mais empregos na cidade”, disse.
Para o presidente, a crise, que elevou o valor do dólar, favoreceu alguns comércios locais. “Com o aumento do dólar, os preços no Paraguai (cotados na moeda) também subiram; então, muitas pessoas deixaram de comprar lá, passando a gastar aqui, compensando a crise”, destacou.











