2009-01-30 07:04:00
Vilson Nascimento
Uma medida adotada pela Prefeitura poderá solucionar de vez o problema de falta de água na Aldeia Limão Verde em Amambai.
A freqüente queima da bomba do único poço artesiano que atente a reserva indígena, que abriga cerca de mil índios, segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), deixou os guarani-kaiowá por cerca de 40 dias sem água em novembro do ano passado e cerca de 10 dias nesse mês de janeiro.
Técnicos da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) órgão federal responsável pela saúde e pelo fornecimento de água nas aldeias
Provável causa
Na semana passada, após ficarem por mais cerca de 10 dias sem água por conta de outra bomba danificada, lideranças da reserva indígena denunciaram, através da imprensa, que a ligação de uma rede elétrica de uma escola do município que funciona dentro da aldeia ao mesmo transformador do poço poderia estar causando a oscilação da energia.
Ao tomar conhecimento da situação, o prefeito Dirceu Lanzarini, que assumiu a Prefeitura no dia 1 de janeiro, designou uma equipe de eletricistas da Prefeitura para realizar uma avaliação da rede, onde foi constatado, segundo os técnicos, que de fato a ligação da rede da escola ao mesmo transformador que fornece energia ao poço artesiano poderia estar causando oscilação na rede.
Diante da situação, Dirceu Lanzarini despachou ordem de serviço determinando que a rede da escola fosse removida e passada para um outro transformador de energia, deixando o transformador que originalmente já era do poço, alimentando somente o poço artesiano o que, segundo técnicos da Funasa, poderá solucionar de vez o problema de falta de água na reserva indígena.
Segundo a Fundação Nacional de Saúde pelo menos cinco bombas do poço artesiano que abastece a Aldeia Limão Verde foram danificadas em menos de três meses por conta da oscilação de energia.











