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sábado, 27 de junho de 2026

Uma “Marolinha-Tsunami” – por Cláudio Luiz Agostini

2009-01-24 11:49:00

Eu diria que o  Presidente da República do Brasil, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, é bem chegado em pronunciar palavras um tanto desconexas e descabidas (e olha que eu perdôo a falta dos milhares de plurais não pronunciados), impróprias para certas ocasiões  mais requintadas ou de protocolo, ou gírias de péssimo gosto ou de baixo calão, como “sifo”, por exemplo  (quando queria dar um exemplo de saúde econômica, traçando um paralelo com a saúde humana,  num pronunciamento à imprensa), ou outras tantas  que já fazem parte do  seu “palavreado costumeiro”, mas querer salientar  a respeito de economia, usando da demagogia  ou eufemismos desastrosos , como “Marolinha”, ao se referir à onda de crise que atingiria o Brasil, isso já é demais. O pior não é isso: o pior é que o povo pensa que ele entende de economia, ou domina aquilo que fica comentando de uma forma fácil e descompromissada.

A “marolinha” do Presidente, já fez o dezembro mais negro no Brasil,   dos últimos tempos, causando demissões em massa que já começam a acontecer em montadoras de veículos e grandes indústrias de transformação. São diárias as notícias de demissões em massa e dos índices alarmantes aos quais se prostram, hoje, a economia brasileira.

As montadoras  de veículos, por exemplo, estão “empilhando” carros e mais carros em seus pátios e depósitos, pois o fluxo de vendas caiu vertiginosamente, o que as fez apelar para as férias coletivas de seus funcionários. Não adianta, em contrapartida, apelarem as suas concessionárias, pois já tem algumas fechando as portas e demitindo também.

É tanta falta de compostura na nossa economia, que o petróleo, em se tratando de mundo,  já baixou  no mercado internacional, de 140 dólares o barril, para menos de 36 dólares/barril, na última sexta feira, mas o preço do diesel e da gasolina, na bomba, não abaixam para o consumidor.

Os créditos minguaram vertiginosamente, e o custo do dinheiro aumentou. O câmbio dólar/real, segue o seu ritmo de alta, e não adianta o governo fazer nada, pois criaram um câmbio virtual e agora não tem jeito, pois se tentarem abaixar o custo do dinheiro, os dólares irão embora para mercados mais promissores e seguros, valorizando-se por uma diminuição de oferta da moeda, fazendo o real perder poder aquisitivo, gerando em outras palavras, a “inflação”, e ocasionando a derrocada do poder aquisitivo dos seus cidadãos. Criaram uma armadilha sobre a cabeça dos brasileiros, que acharam que o crediário de longo prazo era um pedaço do céu. Hoje, o cidadão, já sem emprego, não paga a conta do crediário ou o cartão de crédito, e a empresa que vendeu para ele não paga seu grande atacadista, que por sua vez não paga o industrial, que por conseqüência  demite o seu funcionário, pois não suporta e nem assimila tamanha carga. Criou-se, assim, um círculo de desastres, nesse mesmo país aonde um Presidente “da classe trabalhadora”, lança suas “marolinhas por aí”,  come caviar no almoço e comida  macrobiótica no jantar e  tem as suas  polpudas contas pagas pelo  contribuinte.

Não é a minha intenção ser um profeta do caos, mas a verdade, pois mais dura que seja, deve sempre ser dita. Que nunca se puna um cidadão por proferir a  verdade. Dias amargos de crises e incertezas quanto ao futuro nos assolarão em 2009, ainda mais em se tratando do Estado de Mato Grosso do Sul, pois além da grave crise internacional e dos conceitos fabricados dentro do cenário da economia brasileira,  ainda temos os agravantes da queda do preço da carne, a derrocada do processo alcooleiro (tendo em vista os baixos preços do petróleo), como também pelos problemas causados  pela intensa seca  que aqui se fez ver, minguando os nossos campos.

“ O mais triste, não é termos um Presidente  que ignora economia e que sopra aos quatro cantos dessa terra, a sua “marolinha” de forma, assim, tão demagógica e populista; o verdadeiramente triste nesse contexto, é termos um povo  que ainda pensa que não se afogou.”

Cláudio Luiz Agostini – Diretor do Sindicato Rural de Amambai

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