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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Periscópio`Ano novo, tudo velho´ por Antonio Luiz

2009-01-09 10:16:00

Em primeiro lugar, quero desejar um Feliz 2009 a todos e mesmo com todos os percalços que sabemos que iremos passar, ao menos temos a felicidade de constatar que faltarão apenas dois anos para nos livrarmos do Lula e se Deus quiser – e Ele vai querer, com certeza – do PT. Um partido que se apossou do nome “trabalhadores” ao qual não faz jus. Seria mais indicado usar o T para designar trapaça, tramóia, trambique, etc. Apesar de alguns políticos oportunistas estarem tentando uma manobra para estender por mais um mandato a gestão do Lula, dada a sua imensa popularidade, conseguida através de assistencialismo feito com o meu e o seu dinheiro, o certo é que três quartos do seu mandato já foram. Resta praticamente este ano, já que 2010 é o que se chama de “fim de festa”, hora de pegar os pertences nas gavetas e cair fora. Hora de comemorar. Mas nem tudo foi ruim no governo Lula. A economia, por exemplo, foi gerida com prudência e seguindo a cartilha implementada no governo anterior. Ponto para o Lula e para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Outra boa notícia para nós que adoramos o Lula, foi a de que ele viajou ao exterior, nesses seis anos de seu mandato, exatos 355 dias, ou quase um ano. A bordo do Airbus ACJ, que comprou por US$ 56,7 milhões, Lula bateu todos os recordes dos seus antecessores em número de viagens ao exterior, países visitados e dias fora do país. É reconfortante saber que o apedeuta ficou tanto tempo longe da gente. O problema é que sempre tinha um microfone à disposição para que ele fizesse aqueles discursos inflamados e cheios de ódio, especialmente ao Fernando Henrique, simplesmente porque este era e é um estadista, um homem culto e cujos amigos não têm a ficha policial dos amiguinhos do presidente atual.

O presidente, sempre muito simpático, admitiu que não faz parte de sua rotina ler jornais ou revistas, nem acompanhar o noticiário de sites e blogs na internet. Em entrevista à revista Piauí, o presidente justificou: “Porque tenho problema de azia.”

Por essas e outras, outro dia, numa conversa com um amigo, falei que estava com vergonha de ser brasileiro, que o Hino Nacional, além de não mais me emocionar, ainda me causava certa repulsa. Meu interlocutor ficou pasmo com a minha posição. Por ocasião das festas de fim de ano, fiz um telefonema interurbano para cumprimentar meu padrinho (sim, eu ainda tenho padrinho) e no meio da conversa soltei novamente a heresia – no entender de alguns – de falar do meu desencanto com os brasileiros. Meu padrinho me pareceu perplexo e eu resolvi acabar com o assunto dizendo que logo eu estaria em São Paulo e poderíamos falar pessoalmente a respeito.

Conto isso, para ilustrar, mais uma vez, o que grande parte dos meus leitores já sabe: “tenho vergonha de ser brasileiro. Ao menos no Brasil que ora vivemos!”.

Já cansei de escrever sobre as mazelas que atingem brasileiros honestos e trabalhadores. As nossas instituições, a começar pela Presidência da República, não têm credibilidade. Temos um presidente semi-analfabeto e cretino, além de se achar o Ungido por Deus para mostrar ao povo a Terra Prometida. O nosso Congresso é uma piada. De mau gosto. Lá se abrigam escroques como Jader Barbalho, Antonio Palocci, José Genoíno, Renan Calheiros, Almeida Lima, Romero Jucá e mais algumas centenas de aberrações políticas. Mas existe um motivo para que eles lá estejam? Claro, o voto do povo brasileiro. Esses safados enganam a maior parte da população mal informada e de baixo nível de instrução,  que mesmo com toda a (suposta) fiscalização, vendem seu voto por ninharias. Os pouquíssimos políticos brasileiros dispostos a mudar esse estado de coisas são simplesmente marginalizados dentro do Congresso.

 Nem o Judiciário escapa da safadeza. Até meu cachorro sabe que o Daniel Dantas é um escroque, talvez até maior do que o ex-careca Marcos Valério, mas sempre consegue um Hábeas Corpus enquanto o mineirinho continua preso. Dizem que seu padrinho Gilmar Mendes passou o Natal com o advogado do empresário, o que é no mínimo suspeito.

O que esperar de um país que produz esse tipo de “elite”? Imaginem o que sejam os ditos  “normais”, o povão. É ou não é para ter vergonha!?

 Ortografia

Por enquanto ainda vou de ortografia antiga, pois  não assimilei totalmente a nova. Como pode um presidente que mal sabe ler, assinar um acordo que me obriga a mudar minha maneira de escrever.

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