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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Chuva na virada do ano não tira a apreensão dos sojicultores

2009-01-01 15:32:00

A estiagem prolongada que perdurou por 40 dias na região da Grande Dourados já causa uma quebra média de 20 a 25% na safra de soja 2008/2009. A avaliação é da Aeagran (Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados).

Havia previsão de chuvas somente para ontem e hoje (na virada do ano), mas mesmo assim, técnicos e agricultores estão apreensivos.

As perdas não são generalizadas, segundo Lindomar da Silva Souza, vice-presidente da Aeagran. As chuvas ocorrem em pancadas pela região. Há lavouras que estão boas e outras em que as perdas são maiores. No caso das lavouras de milho, as perdas foram muito maiores, segundo o agrônomo.

De acordo com o site Climatempo, ocorreria chuva a noite no dia 31 e pode haver precipitação de chuva de 29 milímetros, neste dia primeiro, em Dourados, com possibilidade de 80% (para o dia 31, a previsõ era de 22 milimetros) . Para a sexta-feira há a espera de pancads de chuva de 54 mm. Há chuva prevista também para o sábado.

Na região da Grande Dourados, os municípios mais afetados são Caarapó e Laguna Carapã, onde as perdas já passam de 30%, na avaliação de Lindomar. Para Caarapó, Laguna Carapã e Itaporã as previsões de chuvas são semelhantes às de Dourados.

Maracaju, o maior produtor de soja do Estado, com área plantada de 170 mil hectares, também tem chuva prevista para o final do ano.

Mesmo que chova e as perdas cessem, o prejuízo é certo para muitos produtores, segundo Lindomar. Com quebra de 20% o produtor terá de tirar dinheiro do bolso para cobrir os custos da lavoura.

O impacto negativo na economia local também já é certo. Dourados, por exemplo, plantou 140 mil hectares com soja, com produção prevista de 420 mil toneladas. A quebra de 20% equivale a 84 mil toneladas, gerando um prejuízo de R$ 61,6 milhões. A saca da soja estava cotada ontem a R$ 44.

Impactos maiores sofrerão Caarapó, Laguna e Maracaju, cidades com economia pouco diversificada, e muito dependente da agropecuária.

Em Mato Grosso do Sul a área plantada com soja é estimada em 1,766 milhão de hectares. A produção esperada é de 4,89 milhões de toneladas, com produtividade média de 2.800 quilos por hectare. Caso a quebra de 20% se confirme no geral, o Estado deixaria de produzir 978 mil toneladas, gerando um prejuízo de R$ 717,200 milhões.

Além da soja e milho, a região tem também uma boa área plantada com cana-de-açúcar. Só em Dourados são em torno de 15 mil hectares. Com relação à cana, Lindomar Souza, lembra que a cultura sente a estiagem, mas é mais tolerante. A planta não foi afetada ainda pela falta de chuvas.

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