2008-12-13 09:50:00
O Paraná tem favelas em 189 municípios, o que representa 47,3% das 399 cidades do Estado. Esse registro coloca o Paraná na sexta colocação entre os estados que mais apresentam favelas, mocambos, palafitas ou similares, excetuando-se o Distrito Federal. O índice fica acima da média nacional, que é de 33%, ou seja, dos 5.564 municípios do País, 1.837 convivem com bolsões de pobreza. Na frente do Paraná estão Pará, Rio de Janeiro, Amazonas, Pernambuco e Espírito Santo. O indicador faz parte da Pesquisa de Informações Municipais (Munic), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, quanto maior a população, maior também a incidência de favelas. O percentual de municípios que relataram existência de favelas salta de 27,7%, naqueles com até 50 mil habitantes, para 70,8% dos 319 municípios do País que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes, chegando a 84,7% nos 229 municípios que têm entre 100 e 500 mil habitantes. Dos 37 municípios com população acima de 500 mil habitantes, só Cuiabá informou a inexistência de favelas.
Loteamentos – Embora a região sul seja a que apresente maior incidência de loteamentos irregulares ou clandestinos (presentes em 62,4% dos municípios), o Paraná é o estado da região com menor percentual, 55,3%. Comparativamente, Rio Grande do Sul registra 64,1% de municípios com loteamentos irregulares e Santa Catarina, 68,9%.
Meio ambiente – Ainda segundo a Munic, mais de 90% dos municípios brasileiros enfrentam problemas ambientais. Os principais são queimadas, desmatamento e assoreamento de corpos de água, apontados por mais da metade das cidades. Há relação direta entre esses três problemas, já que o assoreamento é causado pelo desnudamento dos solos, ocasionado, em geral, por queimadas e desmatamento. Na região sul, no entanto, os problemas mais comuns são outros: poluição e escassez da água.
Do total de municípios do Paraná, 59 informaram que não têm problemas ambientais freqüentes e impactantes. Entre os estados com as maiores quantidades de municípios que não enfrentam esses problemas, há apenas um município com população acima de 500 mil habitantes: Porto Alegre (RS). Também de acordo com o IBGE, menos de uma em cada cinco prefeituras conta com estrutura adequada para lidar com essas alterações ambientais. A melhor estrutura, comparativamente, está na região sul, onde 28% dos municípios têm a organização necessária.
Quando se trata de recursos financeiros específicos para o meio ambiente, apenas pouco mais de 1/3 dos municípios têm essa verba garantida. No sul, menos da metade das prefeituras (49,1%) podem aplicar recursos na área. Da mesma forma, os impactos ambientais no sul afetam menos as condições de vida e a economia do que no restante do Brasil. O impacto sobre atividade produtiva de maior incidência é a redução da quantidade/diversidade ou perda da qualidade do pescado (22,1% dos municípios do País), seguido dos impactos sobre a agricultura (16,8%) e a pecuária (13%).











