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MS: Mulher vive 6 anos a mais que homem, em média

2008-12-02 11:18:00

Em Mato Grosso do Sul, as mulheres vivem, em média, seis anos a mais que os homens, mostra o estudo “Tábuas Completas de Mortalidade – 2007”, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta segunda-feira (1º). Conforme a pesquisa, em 2007, a expectativa de vida ao nascer era de 70,51 para os homens e de 77,16 para as mulheres.


De 1991 (o ano inicial de referência) a 2007, a expectativa média de vida dos sul-mato-grossenses aumentou em 4,87 anos.


Em 1991, o sul-mato-grossense vivia, em média, 68,88 anos. Depois de 17 anos, a esperança de vida ao nascer subiu para 73,75 anos. Tanto os homens quanto as mulheres registraram ganho nos anos de vida, permanecendo praticamente estável a distância entre os gêneros. Em 1991, a média de vida dos homens de Mato Grosso do Sul era de 65,58 anos e a das mulheres, de 72,35 anos. Em 1991, elas viviam 6,77 anos a mais que eles e, em 2007, essa distância registrou leve queda, passando para 6,65 anos.


Um dos fatores dessa diferença entre a expectativa de vida entre os gêneros pode ser encontrada na juventude. Conforme o IBGE, no grupo etário de 15 a 24 anos, houve aumento das chances da morte masculina sobre a feminina – ou seja, os homens jovens estão morrendo ainda mais que as mulheres jovens. Nessa parcela etária, a sobremortalidade masculina passou de 2,82 para 3,54 de 1991 para 2007. Isso significa que a chance de um homem morrer com idade entre 15 a 24 anos era, em 2007, mais de três vezes maior que a de uma mulher no mesmo grupo etário.


No país, a esperança de vida ao nascer subiu de 67,00 para 72,57 anos. No caso dos homens, a expectativa aumentou de 63,20 para 68,82 anos e a das mulheres, 70,90 para 76,44 anos.


Alagoas registra a pior expectativa de vida do Brasil tanto em 1991 (59,32 anos) quanto em 2007 (66,77). Os melhores resultados pertenciam, em 1991, ao Rio Grande do Sul (71,10) e, em 2007, ao Distrito Federal (75,34). A maior esperança de vida ao nascer é das mulheres do Distrito Federal. Em 2007, elas viviam a média de 79,18 anos.


O IBGE informa que os dados da “Tábua de Vida” são usados pelo Ministério da Previdência Social para calcular o fator previdenciário das aposentadorias.

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