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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Periscópio “Os Idiotas não descansam” por Antonio Luiz

2008-11-28 14:09:00

Os Idiotas não descansam

Os caudilhos latino-americanos não se emendam mesmo. Fazem questão de, cada vez mais, fazer jus ao epiteto de “Perfeitos Idiotas”. Não há semana, sem que um desses ineptos, às vezes todos ao mesmo tempo formando uma orquestra de tolices, cometam alguma insensatez e coloquem as instituições e a população de seus países sob risco ou constrangimento.

Um exemplo recente disso é o presidente Rafael Correa, do Equador, que padece de uma forma particularmente virulenta da doença do populismo – aquela que, dentres outras baboseiras, leva seu portador a considerar ilegais e ilegítimos todos os empréstimos tomados por seu país, nos tempos em que ele ainda não havia assumido o poder para redimir o seu povo. No Brasil, durante mais de duas décadas, o PT e alguns partidos de esquerda pregaram o calote, a pretexto de sanear finanças viciadas e moralizar costumes degradados pela dívida externa. Felizmente, quando chegou ao poder o partido caiu na real e prevaleceu o bom senso deste e o assunto foi prudentemente esquecido.

Com o presidente Rafael Correa foi diferente. Candidato, ele satanizou a forma como o Equador se endividou. Presidente, constituiu uma comissão para auditar a dívida externa, contraída entre 1976 e 2006, tomando o cuidado de escolher, segundo informações, pessoas politicamente comprometidas para examinar uma questão eminentemente técnica, dos pontos de vista financeiro e jurídico. O resultado, como não poderia deixar de ser, foi que a comissão descobriu ter havido uma imensa conspiração entre organismos multilaterais, bancos com atuação internacional e autoridades equatorianas – de todos os governos, destes últimos 30 anos – para afogar o país numa dívida que hoje chega a US$ 10 bilhões.

Ao expulsar a Odebrecht e Furnas do Equador, ameaçando, ao mesmo tempo, não pagar o BNDES, Rafael Correa queria fazer o melhor negócio do mundo: ficar com a usina – que, depois de feitos os consertos necessários, funciona a plena carga – sem pagar o saldo do financiamento, que não é pequeno. Na verdade, ele quer mais. Pretende dar o calote em todos os credores do Equador. E, assim como pouco se abalou com a reação do governo brasileiro, que tardou, mas veio na forma da chamada a Brasília do seu embaixador em Quito, não teme a reação da comunidade financeira internacional, pois, como altos funcionários equatorianos disseram, a Venezuela do caudilho Hugo Chávez está aí, para fornecer os dólares que os bancos internacionais deixarão de enviar ao país.

Por falar nele, o presidente venezuelano afirmou que o Partido Socialista Unido da Venezuela, fundado por ele em 2006, poderia promover uma nova reforma para a Constituição do país, permitindo sua reeleição indefinida. A Carta Magna Venezuelana permite que os presidentes governem durante dois mandatos. Com isso, Chávez deveria deixar o cargo em 2013. Mas o idiota já afirmou em múltiplas ocasiões, em seus dez anos de governo, que governará até 2021.

Chávez foi reeleito em 2006, mas sofreu sua primeira derrota em dezembro de 2007, quando tentou aprovar sua polêmica reforma constitucional. A proposta daria a possibilidade de Chávez se candidatar ao cargo novamente em 2012, estenderia o mandato presidencial de 6 para 7 anos e ampliaria seus poderes em diversas questões, como para nomear autoridades regionais e ter o controle das reservas financeiras internacionais do país.

No último domingo, a oposição venceu em Estados populosos e economicamente importantes, conseguindo uma grande oportunidade para lutar por uma divisão de poder mais eqüitativa na Venezuela. Nos últimos meses, o presidente venezuelano percorreu o país para fazer campanha pelos candidatos do PSUV. A estratégia era transformar as eleições regionais em mais um plebiscito sobre seu governo e compensar as debilidades dos candidatos locais de seu partido vinculando-os à figura de Chávez.

Segundo analistas, o avanço da oposição dificulta os planos de Chávez de aprofundar sua revolução e aprovar, por meio de uma emenda constitucional, o projeto que permitiria reeleições ilimitadas para presidente.

                Tenho pena desses países, assim como tenho do Brasil. Nesse ponto sou obrigado a reconhecer que o Lula não tem condições institucionais e nem capacidade para se tornar um “tiraninho de almanaque”. Felizmente aqui estamos por apenas dois anos e nos livraremos, se Deus quiser, desse incompetente.

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