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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Assentados do Itamarati vendem soja orgânica para a Suíça

2008-11-28 12:52:00

Foi assinado quarta-feira (26) um contrato de exportação, que permitirá o envio de soja orgânica para a Suíça. A soja orgânica é produzida no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã. A compra antecipada será de, aproximadamente, 70 toneladas do grão.

Os primeiros 30 hectares da soja orgânica destinada à Europa, em 2008, começaram a ser plantados em outubro por um grupo de 10 agricultores familiares assentados no Itamarati. Este é o segundo ano em que os assentados plantam e comercializam soja orgânica com a empresa Gebana Brasil S.A.

A primeira experiência aconteceu em 2007, com 10 hectares do produto.
Existem cerca de 80 famílias engajadas na produção orgânica e a expectativa é a de que, nos próximos anos, estejam produzindo amendoim, milho de pipoca, gergelim, girassol e outras culturas para atender à demanda crescente no País e no exterior.

PRODUTORES

Os pequenos produtores rurais do Assentamento Itamarati estão apostando na produção de orgânicos, como alternativa de lucro e de preservação do meio ambiente. Das 80 famílias envolvidas, dez já têm a certificação da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), para exportar seus produtos para os países da Europa.

Um dos profissionais que acompanham os assentados é o técnico em agropecuária da Agraer, Cláudio de Oliveira Dantas, que também está bastante empolgado com o aumento do cultivo de lavouras orgânicas na região. “Hoje temos aqui no Itamarati um grupo de agroecologia, que já cultiva soja, milho e gergelim sem o uso de agrotóxicos. Mas a previsão é que os assentados também produzam café, girassol e outras culturas, sempre respeitando o meio ambiente”.

Cláudio Dantas explica que acompanha o trabalho dos assentados, que só conseguem a certificação de produto orgânico após 24 meses sem uso de defensivo agrícola ou adubo solúvel. Foram formados 17 grupos de produção, sendo que 10 assentados estão habilitados para exportação, já que conseguiram declaração da Agraer, que vale como uma certificação de qualidade.


 “Com isso, o pequeno agricultor consegue reduzir o custo e no final tem em mãos um produto que alcança valor de 40% a 60% maior em relação aos que são produzidos nas formas tradicionais”.

O técnico explica que no ano passado os assentados conseguiram vender uma tonelada de soja orgânica para a Europa, mas que a partir de agora a tendência é de aumentar cada vez mais essa quantidade.


“Está havendo um interesse cada vez maior pelo orgânico e isso é muito importante na pequena propriedade. Com esse sistema, os trabalhadores deixam de ter contato direto com venenos, que normalmente são utilizados nas lavouras e que podem causar danos à saúde das pessoas que carregam máquinas de pulverização nas costas e até para as que estão nas proximidades”.

Dantas apresentou uma lavoura plantada por seis assentados, cada um com participação de 1,33 hectare. “As plantas estão se desenvolvendo bem, as chuvas colaborando e o plantio foi feito cedo para evitar problemas, principalmente com a ferrugem asiática”. O técnico estima uma produtividade de 1.800 a 2.300 quilos por hectare de soja orgânica. (Com informações do Repórter MS)

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