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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Crise abala confiança do consumidor sul-mato-grossense

2008-11-28 11:12:00

A crise econômica mundial, puxada pelos Estados Unidos, abalou a confiança do consumidor de Mato Grosso do Sul, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da  Anhanguera/Uniderp. Em novembro o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) atingiu 56,4%, o menor índice do ano, segundo coordenador da pesquisa José Francisco dos Reis Neto.


Em maio o índice já havia caído, por conta da alta dos alimentos, de 68,6% a 63,1%. No ano de 2007 a confiança do consumidor foi crescente, recuperando-se dos episódios que afetaram a econômica estadual motivado pela crise da agropecuária, desvalorização do dólar e poucas chuvas, e agora, a confiança decresce quase 10% em relação à primeira medida em fevereiro deste ano.


“A confiança do sul-mato-grossense está em queda ao sabor do caos econômico mundial, sem que fatos novos tenham ocorridos em Mato Grosso do Sul até agora. A verdade é que há uma precaução do cidadão com o seu futuro, indicando com o ICC uma sensação de descrença, de impunidade ao turbilhão econômico que percorre os Estados Unidos e a Europa, e que, para ele, chegará dentro em breve por aqui. Isto é ruim, pois à véspera do Natal, o consumidor sempre apresentava um comportamento mais otimista”, pontua José Francisco.


Segundo ele, os homens estão um pouco mais confiantes do que as mulheres, mas os seus sentimentos são menores do que no início do ano. Os mais jovens e as pessoas com maior renda familiar são as mais confiantes na economia brasileira, mas também em porcentagem menor do que o observado no início deste ano.


O Índice de Endividamento do Consumidor ficou estável em 50% no mês de novembro contra 50,8% em fevereiro. Para José Francisco, “a tradução disto é que os sul-mato-grossenses não perceberam que as suas finanças e a economia doméstica tenham melhorado neste ano.


Um pouco mais de 41% dos entrevistados relatam que depois de pagar as contas e efetuar suas compras mensais sobrará dinheiro e apenas 30% dizem que em dezembro deverão comprar mais do que no mês de novembro.


Os demais irão reduzir as suas compras. Uma má notícia para o comércio neste final de ano”. Segundo ele, há pouca diferença neste sentimento dos consumidores quando segmentados por sexo, idade e escolaridade. No entanto, as faixas econômicas D e E, com menor renda familiar, indicam estar mais endividadas.


A pesquisa tem intervalo de confiança de 95% e um erro amostral de 5% para os resultados gerais. Para o cálculo do ICC de novembro, foram realizadas 633 entrevistas por meio de um questionário disponível no site da Universidade entre os dias 13 e 25 de novembro.

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