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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Pesquisas perdem credibilidade e confunde eleitores

2008-09-30 07:19:00

Vilson Nascimento

A edição impressa dessa terça-feira do jornal A Gazeta traz estampada na primeira página duas pesquisas realizadas praticamente no mesmo período, legalmente registradas junto a Justiça Eleitoral, porém com resultados totalmente adversos.

Atitude dessa natureza, além de colocar em cheque a idoneidade dos institutos de pesquisa, faz a população perder a credibilidade em pesquisas eleitorais e confunde a cabeça do eleitor a cinco dias das eleições municipais em Amambai, porém como as duas pesquisas estão legalmente registradas, não tem como impedir suas divulgações pelos meios de comunicações ou panfletos.

Falta regulamentação- A Justiça Eleitoral não dispõe de legislação e mecanismos para fiscalizar a realização da pesquisa em si e concede os registros acreditando na idoneidade, “suposta” seriedade do instituto e baseado apenas na documentação da empresa responsável pela realização da pesquisa que tem que estar regular conforme prevê legislação em vigor.

Não existe uma fiscalização sobre como a pesquisa foi produzida, se foi registrado o mesmo número de questionário respondido pelos eleitores nas ruas e se o instituto manipulou os resultados, com isso abre margens para “picaretas” agirem livremente e “fabricarem” resultados irreais para tentar enganar o eleitor, principalmente o menos esclarecido.

Existem várias formas de manipular os resultados de pesquisas. Uma delas é preencher um número “x” de entrevistas e registrar uma quantidade menor, retirando parte das respostas do candidato que os “pesquisadores” querem que fique atrás, outra é ouvindo maior número de pessoas em redutos do candidato que terá que estar à frente no ponto de vista dos pesquisadores, outro é estimular o eleitor a responder que é favorável a este ou aquele candidato e outra manipulação que pode muito bem ocorrer, já que não existe uma fiscalização para esse fim, que seria a “fabricação” de respostas, sem que a própria pesquisa fosse realizada.

O Juiz Eleitoral da 1ª Zona Eleitoral, que abrange os municípios de Amambai e Coronel Sapucaia, DR. Thiago Nagasawa Tanaka reconhece a fragilidade do sistema e defende a tese que a pesquisa eleitoral devesse ser coordenada diretamente pela Justiça Eleitoral. Para o magistrado essa seria uma forma de conter possíveis manipulações de resultados,que acredita-se não ser o caso das pequisas registradas em Amambai.

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