2008-09-27 14:31:00
A Funai garantiu hoje, por meio do site oficial do governo federal, que suspendeu os trabalhos para demarcação de terras em Mato Grosso do Sul. “Parte dos antropólogos que compõem os grupos de estudo permanece nas aldeias, pois são colaboradores antigos da Funai em outros projetos, como a documentação de línguas indígenas”, justificou o órgão, em matéria publicada neste sábado pela Agência Brasil.
A declaração é resposta às reclamações de fazendeiros que realizam na próxima segunda-feira uma manifestação em Miranda. O protesto foi marcado após informações de que a Funai estaria descumprindo acordo firmado com o governador André Puccinelli, para suspender os estudos até que fosse publicada instrução normativa detalhando as portarias que deflagraram o processo em diferentes áreas sul-mato-grossenses.
A Funai chegou a publicar em Diário Oficial da União abertura de licitação para contratar empresa locadora de veículos para os antropólogos trabalharem em Mato Grosso do Sul. Segundo o órgão, a seleção foi aberta porque já estava prevista, foi agendada antes da reunião no dia 15 de setembro, entre o presidente do órgão, Márcio Meira e o governador.
O movimento de antropólogos, especialmente na região sul, seria a continuidade de outros processos, não dos referentes as portarias que determinaram vistorias em 26 município para identificação de territórios guaranis.
Os produtores rurais também reclamam que em Miranda, estudos para ampliação da aldeia terena Cachoeirinha já estariam tão adiantados que até indenizações teriam sido calculadas. A Funai garante que isso não é verdade.













