2008-09-25 13:45:00
Produtores do Estado voltam a se reunir na Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul) para discutir as demarcações de terras indígenas no Estado e organizar protesto, previsto para próxima segunda-feira.
Os fazendeiros se dizem indignados com a continuidade do processo na região sul, apesar do presidente da Funai, Márcio Meira, ter assumido o compromisso de paralisar as ações até que seja publicada instrução normativa detalhando como as delimitações de áreas devem ocorrer.
Segundo o presidente do Sindicato Rural de Amambai, Christiano Bortolotto, há seis dias antropólogos são vistos atuando na região sul. “Na obscuridade, na surdina”, diz sobre o uso de veículos descaracterizados.
No encontro desta quinta-feira, deve ser estabelecido que cada município fará um levantamento sobre em que pé estão os trabalhos da Funai que vão gerar relatórios para embasar futuras ações contra o órgão.
Proprietários rurais das regiões de Aquidauana e Miranda também reclamam que o processo já está em fase adiantada para a ampliação da aldeia terena Cachoeirinha. A informação é de que até valores para indenização de fazendeiros já teriam sido levantados.
Na avaliação da Famasul, como as primeiras portarias publicadas pela Funai, determinando as vistorias, tiveram como alvo 26 municípios da região sul, houve um “descuido” em relação as demais regiões do Estado.
No dia 4 de setembro, a Funai publicou outras duas portarias, desta vez referentes a Miranda e Aquidauna, envolvendo vistorias em 3 fazendas. A Petrópolis, havia sido, inclusive, invadida pelos terena, que deixaram a área após ação da Polícia Federal.
Na semana passada, a Justiça concedeu liminar impedindo os trabalhos na segunda propriedade envolvida, a Vazante. Ainda existe a Caimã, que também corre o risco de desapropriação.
O diretor-secretário da Famasul, Dácio Correa, comentou que o que gera indignação é o fato do presidente da Funai não ter comparecido à primeira reunião agendada com o governo, no dia 4, alegando doença, e no mesmo dia ter publicado as novas portarias.
Na próxima segunda-feira, uma manifestação deve ocorrer em Miranda, exigindo a interrupção dos trabalhos, conforme o acordo firmado entre o governador André Puccinelli e Márcio Meira, em reunião que acabou ocorrendo só no dia 16 de setembro.












