2008-09-24 18:20:00
As polícias do Paraná, do Paraguai e de Mundo Novo, seguem com as buscas aos suspeitos da chacina ocorrida no início da tarde de segunda-feira (22) em Guaira, cidade paranaense que faz divisa com Mato Grosso do Sul e fronteira com o Paraguai. A operação envolve mais de 200 policiais.
Três já tiveram a prisão provisória decretada: Jair Correia, o filho dele Gleison Correia, e Ademar Fernando Luiz. As polícias trabalham com a hipótese de que eles estejam escondidos em Salto Del Guairá, cidade paraguaia que fica na fronteira.
O massacre que terminou com 15 mortos e oito feridos aconteceu na Vila Santa Clara, favela próxima ao lago de Itaipu, por onde os autores chegaram de barco. Todos os mortos moravam no local.
A chacina começou pelos filhos adolescentes e mulher de Jocemar Marques Soares, conhecido por “Polaco”. Depois Polaco, que já cumpriu pena por tráfico de drogas, foi obrigado a ligar para os cinco integrantes do grupo dele e chama-los para ir até o local onde estava rendido.
Conforme iam chegando, eram sendo mortos. As outras seis pessoas foram mortas quando os traficantes já fugiam. Uma delas, a beira do rio. Elas teriam reconhecido os autores. Todos foram todos executados com tiros de calibre 12, 9mm e 38.
As oito pessoas que sobreviveram foram socorridas e levadas a um hospital de Guaíra. Duas ficaram internadas na cidade. Em estado grave, uma das vítimas foi removida para Umuarama e outra para Cascavel.
A chacina foi motivada por dívida entre traficantes rivais. Polaco teria uma dívida de R$ 4 mil com o grupo dos autores. Ele teria ainda mandado matar um dos rivais.
As informações sobre como aconteceu a chacina foi repassada à polícia por testemunhas.











