2008-09-17 10:52:00
Suzana Machado
Final de 2008 é um momento de decisão ou indecisão para a maioria dos jovens que cursam o 3º ano do Ensino Médio ou freqüentam cursinhos pré-vestibulares.
Alguns já decidiram qual profissão seguir, mas a maioria, mesmo com a intenção de prestar Vestibular no final do ano, ainda se encontra indecisa com relação à escolha de um curso de nível superior.
De acordo com a diretora pedagógica do Centro Educacional Luiz Quarelli (CELQ), de Amambai, Cláudia Cristina O. Nadal, que trabalha o tema
“Eu estou em dúvida entre Fisioterapia e Pedagogia. Prefiro Fisio, mas meus pais querem que eu faça Pedagogia, devido ao mercado de trabalho”, afirma Jéssika Santos, de 17 anos, aluna do 3º ano da Escola Estadual Dr. Fernando Corrêa da Costa.
Grande parte dos alunos, tanto das escolas públicas como particulares optaram por prestar vestibular em universidades públicas. A diferença aparece para a segunda opção, que são as instituições de ensino superior particulares, mais freqüente entre os alunos de escolas particulares. Praticamente 90% dos alunos amambaienses escolhem as cidades de Ponta Porã e Dourados, sendo que a maioria opta pelo último município, onde a diversidade de cursos é maior e eles não precisam, necessariamente, se mudar de Amambai para freqüentar a universidade.
Segundo Cláudia, através de sua pesquisa, ela pôde perceber as dúvidas e indecisões presentes no momento da escolha profissional. “O que mais os aflige é decidir entre fazer o que gosta – a vocação – e a remuneração que a carreira proporcionará.” Alguns tentam juntar o útil ao agradável e outros optam pelos cursos menos concorridos, onde, teoricamente, as chances de passar se tornam maiores.
Outro fator que pode ajudar é, eleita a profissão, o aluno procurar se informar mais sobre a carreira que pretende seguir, inclusive indo a campo, tendo contato com profissionais que estão no mercado, não se limitando somente a colher dados na internet. Foi o que fez Everton Diego, 16 anos, aluno do CELQ. “Quero fazer Direito. Pretendo prestar concurso para delegado, meu pai é policial e eu procurei ir a campo mesmo para saber mais da profissão que escolhi.”
Para os alunos, existe uma deficiência na oferta de cursos vocacionais no município, o que, na opinião deles, ajudaria muito na hora de decidir por uma profissão. “Teríamos que ter acesso a oficinas, cursos vocacionais que nos aproximassem um pouco da prática dos cursos”, diz Jéssika Santos.
“É de extrema importância que as instituições escolares dêem auxílio e esclarecimento às dúvidas dos alunos. Fazem muita diferença, na vida de alguns jovens, os trabalhos desenvolvidos pela equipe escolar nesse contexto. Quando são fornecidos encontros, visitas às Universidades e amostras de profissões, nas quais os alunos entram em contato com várias profissões, eles tiram dúvidas, conhecem como é o dia-a-dia dos profissionais. Isso contribui para auxiliá-los no processo de escolha profissional”, acrescenta Cláudia.
Ainda segundo Cláudia, “a orientação vocacional não tem o papel de decidir ou dar respostas prontas aos jovens, mas, sim, oferecer meios pelos os quais eles passam a conhecer a si, suas habilidades, interesses e capacidades e a partir disso sintam-se preparados para tomarem uma das decisões mais importantes de suas vidas”.
Com relação ao futuro, depois de formados, eles se dividem entre as opiniões daqueles que acreditam que terão que sair do município para buscarem mercado de trabalho e aqueles que esperam pelas oportunidades, independente de local. “O local ideal acaba sendo onde as portas se abrirem, onde tiver oportunidade de trabalho”, ressalta Bruna Moreira, 18 anos, aluna do 3º ano da Escola Estadual Dr. Fernando Corrêa da Costa.
“Vou trabalhar onde me derem a oportunidade de exercer o que aprendi”, completa Bruno, de 16 anos, aluno do 3º ano do CELQ.











