2008-09-13 08:47:00
A fronteira entre Bolívia e Brasil está bloqueada por barreiras de terra. Filas extensas de veículos ajudam a tumultuar e complicar o trânsito para quem tenta entrar ou sair da Bolívia. Esse foi o cenário registrado pela reportagem do site Capital do Pantanal na tarde de sexta-feira (12).
Os manifestantes que ocuparam os prédios da Aduana (Receita Federal) e Migracion decidiram acampar na divisa à espera de uma resposta do presidente Evo Morales, enquanto outro grupo de aproximadamente 280 pessoas invadiu com pedaços de paus e fogos de artifício (rojão) a principal distribuidora de gás (butano) e combustível que abastece toda esta região, situada em Paradeiro, próximo de Puerto Suares.
Segundo o prefeito de Puerto Quijarro, Aldo Clavijo, não houve resistência e, desta mesma forma os manifestantes estarão ocupando todos os prédios públicos até a próxima segunda-feira (15). Clavijo destacou que não era esta a vontade do povo, mas não há como retroceder, “na próxima semana colocamos em prática nosso Estatuto Autonômico que já foi aprovado, teremos nossas próprias leis e nosso próprio presidente”.
Aldo salientou que será nomeado o atual governador de Santa Cruz de La Sierra Ruben Costa para o cargo, “Evo deveria seguir o exemplo de Lula quando foi eleito e se livrou dos radicais (xiitas), mas o nosso presidente fez exatamente ao contrário, está se deixando levar por líderes comunistas e não vamos admitir isto”.
Para o povo que está nas ruas não adianta o presidente barganhar, porque não vão aceitar falsas promessas e a divisão da Bolívia é fato consumado.
“A do Oriente e a do Ocidente”. Clavijo adiantou que forças armadas fazem a proteção da válvula de distribuição de gás em Mutun, distante 25 quilômetros da fronteira, com apoio do Exército Brasileiro. “Não sabemos quem pediu o reforço e tão pouco quem mandou”. A assessoria de Imprensa do 17º Batalhão de Infantaria de Fronteira não soube informar sobre o assunto.
Hoje o comércio fechou as portas, bancos, empresas privadas e a Zona Franca, além da Ferrovia, Rodovia e Aeroporto. Transportadores são os que mais sofrem com medida. Para Jorge Rojas Conde as 17 carretas paradas representam um prejuízo de aproximadamente R$ 3 mil por dia, “sem contar com o transtorno de toda essa mercadoria parada”.
A Receita Federal Brasileira disse que cerca de R$ 2 milhões deixaram de ser movimentados somente nesta sexta-feira.











