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sábado, 23 de maio de 2026

Lei seca não reduz índice de acidentes nas rodovias de MS

2008-07-15 16:11:00

Cerca de 1 mês após o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva endurecer as regras de trânsito ao sancionar projeto de lei que torna mais rigorosa a punição para motoristas que dirigirem alcoolizados, as rodovias federais, ao contrário do perímetros urbano da Capital, não sofreram redução de acidentes.

Um mês antes de entrar em vigor a lei (20 de junho) a PRF (Polícia Rodoviária Federal) registrou 221 acidentes e 18 mortes. De lá para cá, no mesmo período, foram 238 acidentes e 12 mortes. Houve um aumento no número de acidentes, mas uma redução nas mortes de 33,3%.
A cada 861 quilômetros de rodovia federal, há um bafômetro. Em Mato Grosso do Sul só há 21 bafômetros para fiscalização.

Já em Campo Grande, na Ciptran (Compahnia Independente de Trânsito) há um aparelho. A polícia registrou 13 mortes de pessoas no local do acidente em junho. Nas duas semanas antes da lei foram 9 mortes e 4 depois das novas regras. Não há ainda uma estatística precisa sobre os números de acidentes registrados e um comparativo. Estima-se em queda de 30%, mas o comandante da Ciptran, Edmilson Lopes disse ao Midiamax que os dados ainda estão sendo levantados.

Agora, não é admitido nenhum teor de álcool no sangue e se for flagrado embriagado, o motorista vai ter que pagar uma multa de R$ 955 e além disso ficar sem dirigir por um ano.
A realidade para a fiscalização está longe das exigências preconizadas pela nova lei. Campo Grande só tem um bafômetro. “As pessoas têm aceito ir à Compahnia para fazer o teste. Neste fim de semana foram duas pessoas presas em flagrante”, diz.

Agetran –
Como o trânsito da Capital é municipalizado, cabe a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) desenvolver todas as medidas de segurança e planejamento. Ontem, o diretor-presidente da Agetran, Carlos Lanteri disse ao Midiamax que agora, o momento é de fiscalização. Só campanhas educativas já não surtem efeitos, diz.
Lanteri não sabe ainda estimar o quanto foi a redução de acidentes após a Lei Seca, mas considera importante e acredita que até o fim de agosto radares eletrônicos já começaram a ser instalados nas ruas da Capital. A alta velocidade aparece como causa dos acidentes graves.

Profissão repórter –
Em junho o Midiamax fez levantamentos dos óbitos nos locais de acidentes e também das vítimas internadas na Santa Casa e chegou ao infeliz saldo de 27 mortes.
O coordenador do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), José Eduardo Cury foi entrevistado pela equipe do “Profissão Repórter” que esteve na Capital e acompanhou o trabalho dos socorristas.

Nesta noite, o programa vai mostrar antes e depois da Lei Seca. Um dos casos emblemáticos ocorreu no domingo (29 de junho), quando o guarda municipal de São Paulo, Evandro Félix de Oliveira, de 45 anos, foi preso em flagrante e liberado após atropelar e matar a motociclista Adriana Verão Sales, de 34 anos.

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