2008-07-14 17:08:00
O industrial Agnaldo Pareja está implantando um sistema que reduz o impacto da poluição ambiental na industrialização do Café Naviraí, localizado no Distrito Industrial, entre o Jardim Paraíso e o Trevo das Araras (rodovia BR-163). A intenção é fazer com que o ar receba o mínimo possível de fumaça.
O objetivo é reduzir em 100 por cento a emissão da fumaça, com a queima do oxigênio. O novo equipamento permite que o café seja torrado por temperatura que pode varia entre 600 a 1.000 graus Celsius, ao invés do sistema tradicional. O investimento é de R$ 135 mil, com financiamento do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO).
Por enquanto, segundo Agnaldo, a emissão de partículas liberadas para a atmosfera foi reduzida em 70 por cento, e ele quer que haja o aperfeiçoamento do sistema. Ele conta que um dos fatores que tem auxiliado na redução do impacto da combustão é a escolha de lenha com espessura menor. “A fumaça não é liberada durante a torrefação e só é liberada, em quantidade mínima, após o processo, mas queremos a eliminação total dela, através da queima da fumaça”, declara.
Segundo Agnaldo, a busca de 100% de eficiência continua e uma nova experiência deve ser feita pela indústria, com o pretendido uso de briquetes, derivados da compactação do bagaço da cana-de-açúcar. Ele acredita que seja possível dentro de aproximadamente 60 dias, após a definição do fornecedor deste tipo de matéria-prima.
Para fazer a torrefação, está sendo utilizado um torrador Jocar, com capacidade para a moagem de quatro sacas, com tempo de finalização do processo em 20 a 28 minutos. “Para queimar a fumaça é preciso ter fogo”, diz Agnaldo, que está buscando a adaptação de tecnologias que possa reduzir totalmente a emissão de partículas poluentes do ar, emitidas na fabricação do Café Naviraí.










