2008-07-03 12:03:00
Os servidores da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), em greve desde ontem, alegam que até agora não foram procurados para negociar. A paralisação, por tempo indeterminado, acontece por corte de abonos salariais e falta de plano de carreira.
Uma comissão de 4 funcionários está a caminho de Brasília para negociar com a superintendência da fundação.
O atendimento de saúde nas aldeias está comprometido, mas não parou totalmente, pois parte dos trabalhos são de responsabilidade de outras organizações governamentais e não governamentais. Mesmo assim, o apoio geralmente é responsabilidade da Funasa.
O agente de saúde Francisco Braga Dorneles, funcionário da Funasa desde 1985 diz que se a Fundação parasse totalmente seria um risco muito grande para a saúde de vários indígenas. “Ainda temos alguns funcionários trabalhando para os atendimentos de urgência”, afirma.
Segundo ele, alguns motoristas continuam prestando apoio para pacientes que precisam ser deslocados para atendimento nas cidades, como pacientes que dependem de hemodiálise.
Neste momento funcionários protestam com carro de som e faixas indicando a greve, em frente a sede da Funasa, em Campo Grande.








