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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Seis prefeitos não querem a reeleição em MS, em 2008

2008-07-03 10:04:00

Mesmo em primeiro mandato, seis municípios de Mato Grosso do Sul verão seus prefeitos pedir voto para outros candidatos, seja da mesma ou de outra agremiação.

Não vão concorrer os prefeitos de Bodoquena, Umberto Araripe (PP); de Cassilândia, José Donizete de Freitas (PT); de Anaurilândia, Antônio Eduardo de Lima Cardoso (PMDB); de Bela Vista, José Garibaldi Neto (PDT); de Bandeirantes, Obadias de Lana (PDT), e de Ribas do Rio Pardo, Joaquim Santos de Oliveira (PSDB).

As razões não são as mesmas em todos os casos. Dois casos são curiosos, o de Anaurilândia e de Ribas do Rio Pardo. Antônio Cardoso e Joaquim não concorrem, mas não é porque seus partidos apóiam outras legendas, mas porque têm outros nomes para a vaga.

Em Anaurilândia, Antônio Cardoso cede a vez para Edson Stéfano Takazano (PMDB), mais conhecido como Edinho, e Joaquim, em Ribas, deixa a vez para Zé Cabelo (PSDB). A direção regional do PMDB informa que no caso de Antônio Cardoso, o prefeito resolveu retornar à iniciativa privada, no setor do agronegócio. Porém, o prefeito de Anaurilândia deve conceder apoio a Edinho.

Em Ribas, fonte tucana informa que havia acordo prévio conforme o qual neste ano o prefeito Joaquim cederia espaço para Zé Cabelo.

Umberto Araripe, único prefeito do PP em Mato Grosso do Sul, perde a chance de tentar a reeleição mesmo concluindo o primeiro mandato. No município, o PP apóia o candidato do PMDB, Jun Ito Ada.

Do PT, apenas um prefeito também deixa de concorrer, José Donizete de Freitas. O PT vai apoiar em Cassilândia o candidato do PPS, Adaílson de Castro. Há poucos meses, Donizete esteve afastado do cargo por denúncia de corrupção em sua administração. Ao retomar o cargo em março deste ano, ele já havia indicado que não tinha a intenção de concorrer à eleição.

José Donizete foi acusado após investigações da Operação Judas de participação no esquema de agiotagem com verbas públicas encabeçado por servidores de sua confiança.

Já o PDT abre mão de concorrer em dois municípios em que comanda as prefeituras, e em ambos apóia candidatos do PR. Em Bela Vista, os pedetistas apóiam Fernando Jorge de Barros, e em Bandeirantes, Flávio Adreano Gomes.

O prefeito de Bela Vista, José Garibaldi, resignado, comentou que através de pesquisas ficou constatado que o eleitor bela-vistense quer renovação e elogiou Fernando dizendo que ele reúne condições para renovar.

O prefeito de Bodoquena também esteve afastado do cargo. Araripe retomou a função, mas está sendo investigado por má aplicação de recursos públicos. Ele é acusado ainda de nepotismo e alguns dos secretários da sua administração são investigados por enriquecimento ilícito.

No caso de Bandeirantes, Obadias de Lana chegou inclusive a ser cassado pela Câmara de Vereadores do município em 2006 após denúncia por infrações político-administrativas, entre elas, superfaturamento, desvio de finalidade, notas frias e licitação fraudulenta, resultado de investigações por conta de irregularidades na aplicação da Cosip (Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública). Obadias retomou o mandato através de recursos judiciais.

Em 2006, vieram a público denúncias contra Obadias de que teria aumentado o salário dele e dos secretários em quase 70%, sem que o projeto tivesse passado pela Câmara. Na ocasião, o prefeito confirmou o aumento.

Mas, o fato é que todos os prefeitos em questão atualmente estão no cargo e começam a campanha eleitoral neste domingo (6) pedindo voto para aliados.

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