2008-06-27 10:37:00
É muito justa a iniciativa de tentar tirar do meio político aqueles que têm dívida com a Justiça. Mesmo amparados pela Constituição Federal, os que tiverem ficha suja enfrentarão o julgamento da opinião pública. O Tribunal Superior Eleitoral vai divulgar no site oficial o nome do candidato que responde a processo que ainda não foi julgado. O eleitor terá mais um motivo para decidir o seu voto. A intenção é ‘varrer’ da política os maus exemplos.
Todo mundo sabe que no Brasil uma ação demora muito tempo para ser julgada e quando acontece o julgamento final a população nem toma conhecimento. Passado um tempo, esse mesmo político julgado e condenado volta à atividade com o consentimento do eleitor. Tornar público o nome do candidato com pendência judicial é um grande serviço à democracia e à sociedade.
E foi por apenas quatro votos a três, que o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu neste dia 10 de junho último, que os candidatos que respondem a processo criminal na Justiça podem concorrer nas eleições, independentemente das acusações que pesem contra eles ou das condenações em primeira ou segunda instância por crimes por eles cometidos. Foi uma decisão apertada, o que nos leva a crer que num futuro próximo a regra seja aprovada pelo TSE. Principalmente se a população aprovar.
A partir da segunda quinzena de julho, os eleitores vão poder saber pela internet quais candidatos respondem a processo na Justiça. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vai coordenar a lista com os políticos que têm a “ficha suja”, em parceria com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As informações serão checadas para evitar a divulgação de dados incorretos que venham a prejudicar os candidatos. Os processos criminais que tramitam nas justiças Federal, Estadual e Eleitoral serão considerados.
O Brasil está entre os 30 países mais corruptos do mundo e é o mais corrupto da América Latina. Um quarto dos congressistas brasileiros respondem a processos na Justiça e esse índice se espalha entre governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores pelo Brasil afora. O eleitor tem o direito de saber em quem está votando e, se quiser, optar pelo candidato que tem ficha limpa, colaborando para moralizar a nossa classe política.











