2008-06-11 15:27:00
Os governadores de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que integram o Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), devem discutir na reunião de hoje em Campo Grande, uma proposta de alongamento da dívida dos Estados, o que permitira ampliar a margem de crédito. Com a atual dívida, no caso de MS quase R$ 7 bilhões, os estados estão com toda capacidade de endividamento comprometida.
O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, já sinalizou com essa hipótese. Técnicos do BB encarregados de reestruturas as dívidas dos estados admitem essa alternativa. A idéia é o refinanciamento com parcelas e taxas pré-fixadas. Com a operação, os governos dos estados que integram o bloco do Sul estadual ficariam com uma margem maior para investimentos.
Para os governadores, a medida teria efeito dominó. Eles avaliam que o refinanciamento aceleraria o crescimento do País porque atualmente os estados estão sem capacidade de investimento e as demandas acabam recaindo sobre a União. `
Os governadores também podem discutir, segundo fonte palaciana, que o mesmo mecanismo seja aplicado às dívidas dos estados junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Com o modelo apresentado de renegociação pelo governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), os estados poderão se planejar e prever gastos em longo prazo.
A proposta apresentada pelo Banco do Brasil deve ser apresentada em forma de protocolo de intenções na reunião do Codesul hoje. Segundo os técnicos do Banco do Brasil, dentre as vantagens para a União estão o recebimento da dívida e a aplicação de crédito recebido antecipadamente no resgate dos títulos de renegociação. Se houver aprovação, a negociação deve ser operacionalizada mediante autorização das assembléias legislativas.











