2008-06-09 08:39:00
A polícia procura o motorista Fagner Gonçalves, de 26 anos, que à 00h30 de sábado atropelou de ré e arrastou por 15 quilômetros o soldado do Exército Leonardo Sales da Silva, de 19 anos. A fotografia do principal suspeito da cena dantesta já está em todos os sites nacionais. O fato teve repercussão e foi noticiado no Jornal Nacional.
O consumo excessivo de álcool é apontado como uma das causas da tragédia que teria levado Gonçalves ao ato criminoso, segundo a polícia.
Ele morava e trabalhava em um haras localizado na saída para Sidrolândia, próximo ao mini-anel. O assessor da polícia civil delegado Jéferson Nereu, disse que o crime está mobilizando toda polícia de Campo Grande. “Foi uma selvageria o que fizeram com este rapaz”.
Na casa de Leonardo muita tristeza. A mãe sem condições de falar. O padrasto do jovem, Edvanildo Domingues, conta que Leonardo era um rapaz muito responsável e não tinha costume de se meter em brigas, até mesmo porque era soldado do exército. “Ele estava terminando o Ensino Médio, tinha uma namorada e uma vida pela frente. Não vamos deixar esse criminoso solto. Ele vai pagar pelo que fez”, disse o padrasto do rapaz.
O crime é considerado bárbaro. Nunca foi registrado no país, nenhum caso de uma pessoa arrastada por 15 quilômetros. O caso mais chocante registrado até hoje aconteceu no Rio de Janeiro, quando o menino João Hélio Fernandes, de apenas 6 anos, foi arrastado por sete quilômetros.
TRAGÉDIA – O motorista conduzia a caminhonete F-400 de placas HRR-1155, de Campo Grande. Na carroceria do veículo também estavam outras quatro pessoas.
O crime brutal revoltou os moradores da região do Parque Lageado. O corpo de foi encontrado por um amigo que seguiu o rastro de sangue deixado pelo asfalto. O cadáver foi abandonado no Jardim Itamaracá.
A caminhonete foi apreendida pela polícia civil. Fagner Gonçalves teria pegado o veículo emprestado do patrão dele.
CRIMNE – O atropelamento aconteceu na rua Anselmo Selingardi, esquina com a Rua Lúcia dos Santos, no bairro Parque do Lageado. A caminhonete, arrastando o corpo, seguiu pela Guaicurus até em frente ao museu Dom Antônio Pereira, entrou na rua da Divisão, foi por essa via até a rua dos Gonçalves, já no Jardim Botafogo, entrou na Ana Lúcia de Souza, depois rua Deolinda Pereira de Souza, percorreu um trecho da Avenida Guri Marques, pegou a Salomão Abdalla, depois na Carlota Massa Farina, entrou na Seiko Nakasato, já no Jardim Itamaracá e na esquina com a rua Barsa o cadáver foi abandonado.
Leonardo era soldado do exército de Campo Grande, dotado no 18° Belog. Ele morava há apenas três quadras do local do evento, onde esteve ontem em companhia do amigo Welliton Carvalho Rodrigues, de 19 anos, quem encontrou o corpo dele.
Fagner saiu de uma festa fazendo manobras proibidas e acabou atropelando Leonardo, que ficou preso no eixo traseiro do carro e foi arrastado por 15 quilômetros. Dona Elza Silva, que estava ontem vendendo lanches em uma barraca em frente ao evento, testemunhou a tragédia. Segundo informou ela à reportagem do Midiamax, a caminhonete saiu de dentro do rodeio já em alta velocidade e fazendo cavalos-de-pau.
“O motorista ia para cima das pessoas que também estavam saindo do local fazendo graça com o carro, quando de repente atropelou o rapaz. Não posso afirmar que naquele momento ele viu que o moço ficou preso embaixo do veículo”, disse ela.
“No momento do tumulto todos gritavam muito. Uns mandavam ele parar o carro e outros que ele fosse embora. Ele acabou indo embora”, informou dona Elza.










