2008-06-06 03:08:00
A quadrilha de falsificadores e receptadores que “esquentavam” veículos roubados e furtados em Dourados agia também em Naviraí, Campo Grande, Guia Lopes e Nova Andradina, segundo informou o Delegado do DOF, Antônio Carlos Videira, durante entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira.
O valor movimentado pela quadrilha não foi apurado, mas sabe-se que está na casa dos milhões. As investigações começaram há um ano, com a prisão de Adriano Santos Medeiros, conhecido como Careca.
Ele seria o líder do esquema, foi preso duas vezes e liberado e em novembro do ano passado preso pela última vez, novamente por receptação de veículos roubados e alteração de sinais. Junto foi preso o comparsa, Vagner Câmara.
Ambos estão no presídio Harry Amorim Costa e através deles as investigações deslancharam. Também foram presas duas pessoas em Naviraí, cujos nomes ainda não foram informados.
ESQUEMA- A quadrilha agia adulterando documentos para “esquentar” veículos roubados e furtados e com os documentos fraudados, usando dados clonados de outros veículos do mesmo modelo, financiava os bens.
A preferência era por Vectra, Astra e Gol, carros de fácil comercialização. Como a quadrilha se valia de dados de veículos regulares para “esquentar” os roubados, as vítimas de clonagem descobriam que seus veículos estavam financiados quando recebiam os boletos de cobrança.
Após obterem os valores do financiamento, os envolvidos davam um sumiço nos carros roubados e furtados, que eram arrastados para o Paraguai e vendidos ou trocados por drogas.
Careca seria o responsável por comandar o esquema. Os fraudadores receberiam as instruções dele e com o auxílio de um funcionário de despachante eram emitidos os dados fraudulentos que permitiam a aprovação de crédito.
OPERAÇÃO- Nesta quinta-feira foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Dourados e duas pessoas foram presas, mas porque foram flagradas com armas e munições. Em relação à operação, os documentos apreendidos, placas metálicas, chassis, carnês de financiamento e computadores passarão por perícia e a partir daí podem ser decretadas prisões.
As apreensões foram feitas em casas e escritório de despachante. O proprietário não estaria envolvido no esquema. Um funcionário usava a estrutura do escritório em função da quadrilha. A Operação envolveu a PRF (Polícia Rodoviária Federal, o DOF e o SIG (Serviços de Investigações Gerais) de Dourados.










