2008-06-02 13:11:00
A fruta nativa que cobria boa parte do território de Mato Grosso do Sul e que desapareceu quase por completo, pode ganhar um impulso da ciência para resistir e virar uma cultura em escala comercial.
Técnicos do Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) trabalham em um experimento que avalia as melhores condições para o desenvolvimento de mudas de guavira, chamada uva do cerrado, pequena fruta de sabor adocicado.
A pesquisa é desenvolvida em parceria com a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) com recursos do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
A responsável pelo projeto, Ana Cristina Ajalla, conta que a busca é por variedades resistentes e produtivas. “O que se leva em conta nestas avaliações periódicas são características como a altura das plantas, o número de folhas, o tamanho das folhas e o diâmetro do coleto. No final das avaliações pretende-se identificar em qual tipo de substrato e com quais condições de luminosidade a planta se desenvolve melhor”, explica Ajalla.
O experimento concentra-se no teste de seis diferentes tipos de substratos e de três níveis de luminosidade. Para realização da pesquisa foram plantadas 570 mudas.
A preservação da espécie é o objetivo principal que moveu os pesquisadores. “Para que não entre em extinção é necessário que a guavira saia da condição de extrativismo e passe a ser produzida comercialmente”, ressalta. A previsão é de que o projeto seja concluído num período de três anos.
Após isso, a pesquisadora pretende iniciar novos estudos com a guavira. Um deles será feito por meio da coleta do fruto nas regiões de Campo Grande, Dourados e Bonito, com o objetivo de identificar as diferenças encontradas no desenvolvimento do fruto de uma região para outra.
Outro estudo se concentrará na análise das condições de germinação da planta. “A guavira é uma espécie que apresenta um alto nível de perda na etapa da germinação. O objetivo, com este estudo, será o de analisar se a espécie é suscetível a doenças e criar mecanismos para diminuir esta perda”, conclui.







