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terça-feira, 19 de maio de 2026

MS: Interior absorve 62% dos empregosno 1º quadrimestre

2008-05-28 15:42:00

Mato Grosso do Sul gerou nos primeiros quatro meses de 2008 15.618 postos de trabalho com carteira assinada. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apenas na Capital foram abertas 5.922 vagas formais. O interior foi responsável pela geração de 9.696 empregos.

Com o resultado, a cidade morena ocupa o 21º lugar entre os municípios que mais geraram vagas nesse período. Entre as Capitais, a posição de Campo Grande é ainda melhor, ficando entre as 10 mais bem avaliadas do País, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Goiânia e Manaus.

A tendência é de crescimento e mostra a mudança da matriz econômica do Estado. Em Campo Grande, por exemplo, o maior número de empregos foi gerado pelo setor industrial com 2.821 vagas. As áreas de serviços e comércio, responsáveis pelo emprego da maior parte da mão-de-obra, ficou atrás com 1.148 e 106 postos respectivamente.

Os números são resultado do trabalho conjunto entre a Fundação de Trabalho e Qualificação Profissional de Mato Grosso do Sul (Funtrab) e os órgãos municipais responsáveis pela prestação do serviço. A descentralização do sistema público de emprego com a criação do Centro Integrado de Atendimento ao Trabalhador (Ciat) é uma das principais responsáveis pelo bom desempenho.

 “O trabalhador tem acesso ao conjunto de serviços em um único espaço: a qualificação profissional, intermediação de mão-de-obra – que é o processo de captação de vaga e credenciamento, ou seja, a intermediação entre o que o empresário necessita e o trabalhador que precisa de emprego – além de serviços como seguro desemprego, emissão de carteira de trabalho, apoio e fomento ao empreendedorismo”, explicou o diretor-presidente da Funtrab, Cícero Ávila.

A qualificação profissional também é uma bandeira defendida pelo governo do Estado que impulsiona o mercado de trabalho. Convênios estão sendo firmados entre os governos federal, estadual e municipais com a finalidade específica de atender as maiores demandas como construção civil e indústria sucro-alcooleira.

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