2008-05-15 05:19:00
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, se comprometeu nesta quarta-feiar (14) a implementar em até 45 dias as novas condições de financiamento da instituição, previstas na nova política industrial. Segundo ele, o prazo começou a valer na última segunda-feira, quando o plano foi anunciado oficialmente.
Entre as principais novidades no quesito financiamento está a ampliação nos prazo de pagamento, que passou de 60 meses para 120 meses. Coutinho também destacou a redução do "spread" médio do banco, de 1,46% para 1,1%, e a retirada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do sistema BNDES.
Além disso, as empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento terão uma linha de crédito especial, a taxas de 4,5% ao ano. As demais que investirem em algum tipo de inovação pagarão 6,25% ao ano.
Sobre o valor da renúncia fiscal contida na nova política, de R$ 21 bilhões, Coutinho disse que não foi possível proporcionar uma cifra maior, mas informou tratar-se apenas do primeiro passo no sentido de maiores desonerações nos tributos que incidem sobre os investimentos. O presidente do BNDES visitou hoje a 27ª Feira Internacional da Mecânica, que ocorre em São Paulo.
Exterior- Coutinho disse ainda que a instituição deve captar recursos no exterior para poder atender às demandas de financiamentos nas áreas de indústria e serviços e de infra-estrutura nos próximos anos.
"A reabertura do mercado para captações soberanas brasileiras foi favorável há algum tempo atrás, o que nos leva a reexaminar a possibilidade de voltar ao mercado internacional", afirmou.
Apesar disso, Coutinho advertiu que o BNDES não deve lançar títulos a qualquer custo. "Nós estamos esperando o melhor momento do mercado, tendo em vista que o mercado internacional passou por períodos de estresse muito forte há algumas semanas. Agora já há um certo relaxamento, mas estamos olhando o melhor momento para voltar ao mercado", explicou.
Reputação- Coutinho destacou que o BNDES é uma instituição que possui excelente reputação no mercado internacional e que já é grau de investimento. "Recebemos muitas propostas de vários bancos internacionais para que façamos a captação de recursos no exterior. Obviamente não vou adiantar taxas nem condições, até porque isso é estratégico, mas estamos aguardando o mercado internacional se tornar mais favorável", observou.
Coutinho evitou fazer comentários sobre o fundo soberano. Ele afirmou que ainda vai se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para se informar melhor sobre o mecanismo.










