2008-05-09 20:07:00
A prefeitura de Coronel Sapucaia entrou na justiça contra o ex-prefeito da cidade, Eurico Mariano, exigindo que ele devolga R$ 37 mil. A alegação é que o valor, referente a convenio com o Governo Federal, está sendo cobrado pelo governo federal, porque houve desvio em relação à destinação para a qual foi firmado o convênio, na gestão de Mariano (de 2001 a 2004).
O dinheiro era para execução de obras de drenagem e parte não teria sido aplicada como previsto. Na ocasião, técnicos da Caixa Econômica Federal, contratados pela Secretaria Executiva do Ministério da Integração Nacional, fizeram avaliação para fiscalizar se houve a aplicação correta do repasse ao município, cujo valor era de R$ 389,3 mil. Os técnicos chegaram à conclusão de que houve desvio de recursos do referido convênio. No relatório final, emitido por eles, foi constatado que obras e serviços não foram realizados.
O Ministério da Integração Nacional oficiou a prefeitura para apresentar explicações. O ex-prefeito Eurico Mariano (PMDB) apresentou justificativas, que foram rejeitadas, confirmando a necessidade de devolução do valor.
O prefeito Ney Kuasne afirmou que lamenta o fato de que a prefeitura tenha que devolver dinheiro devido à má gestão anterior. “Qualquer quantia que se tire da receita da administração, para pagar por erros de prefeito anterior, “faz falta” e, quem acaba pagando por isso é o cidadão sapucaiense que não tem na a ver com a situação; esse dinheiro poderia ser aplicado em merenda escolar para as crianças ou mesmo em saúde, educação ou na assistência social que atende pessoas de baixa renda”, disse o prefeito.
Não foi a primeira vez que a prefeitura é obrigada a devolver dinheiro, em 2006 à administração devolveu ao FNDE (Fundo de Desenvolvimento da Educação), o valor de R$ 26.1 mil que deveria ser aplicado em transporte escolar e foi desviado.
O prefeito Ney Kuasne acionou a Assessoria Jurídica do município para entrar com processo na justiça contra o ex-prefeito Eurico Mariano (PMDB), com o intuito de que este devolva aos cofres do município o valor correspondente ao que a administração teve que devolver nos dois casos.
Mariano foi condenado, no ano passado, a 17 anos de prisão como mandante do assassinato do radialista paraguaio Samuel Roman. Ele aguarda em liberdade que o processo transite em julgado.










