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sábado, 16 de maio de 2026

Editorial “Dia do Índio” por Clesio Ribeiro

2008-04-22 09:21:00


Dia 19 foi comemorado o Dia do Índio. A data foi escolhida em 1940 durante o Primeiro Congresso Indigenista Americano, realizado no México e três anos depois a data foi oficializada no Brasil. A maioria dos índios brasileiros vive nas regiões Norte e Centro Oeste. Em Amambai, juntando as três aldeias indígenas (Amambai, Limão Verde e Jaguari) são cerca de 9 mil índios, cerca de 25% da população. A data serve para reflexão. O que pode ser feito para que os índios tenham uma vida melhor? Esse é o desafio.

Se a educação, o conhecimento e a informação são ferramentas indispensáveis para a melhoria de vida de qualquer cidadão, então para os índios a situação fica ainda mais complicada em relação ao chamado “homem branco”, porque há muitas divergências de opiniões quando se fala na socialização dos índios. Antropólogos (mal informados ou sem objetivos claros) defendem a permanência do índio nas reservas nativas. Por outro lado, com a proximidade com a tecnologia, hábitos e costumes dos “brancos”, torna-se praticamente impossível uma separação de culturas.

E o presidente Lula é o grande responsável pela situação em que vivem nossos índios. É o Lula, porque é ele quem está no poder hoje, mas no passado foram os outros presidentes. O comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, disse, na semana passada, que a política indigenista do governo é lamentável, para não dizer caótica. A declaração causou uma inquietação no Governo.

Mas é a pura verdade. Que mudanças vimos nesses quase seis anos de governo Lula para as comunidades indígenas, além de distribuir cestas básicas? O que o Governo tem feito são medidas paliativas (o que somente ameniza o caos e prorroga o problema) mas não há um projeto bem definido que possa causar uma mudança de vida – para melhor – para o povo indígena.

Para nós, os chamados “homens brancos”, a responsabilidade maior é acabar com o preconceito e abrir uma convivência mais pacífica e de respeito com a comunidade indígena. Mas para o Governo Federal – aí inclui-se a Funasa, Funai,  os governos estaduais e municipais, organizações que trabalham nessa área, Senado, Congresso e Assembléias Legislativas estaduais – é preciso estabelecer uma meta muito clara sobre o futuro do povo indígena. Partir para a socialização ou a preservação de sua cultura e hábitos nativos? Qual é o melhor caminho? Decida-se!

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