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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Policiais civis fazem atemdimento ‘tartaruga’ hoje

2008-04-11 04:11:00

Após a panfletagem nas ruas e ônibus da Capital e também em Dourados, os policiais civis preparam para hoje sexta-feira a “Operação Tartaruga” em todas as delegacias de Mato Grosso do Sul. Segundo o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Paulo Carvalho, os investigadores somente executarão os trabalhos com ordem de serviço.

Está programada redução do número de atendimentos à população. Os escrivões deverão somente qualificar as pessoas e digitar o que os delegados ditam. A informação é de que eles não vão tomar depoimentos na sexta-feira. São 1,7 mil policiais em Mato Grosso do Sul, sendo 800 na Capital. Se não conseguirem um acordo salarial com o Governo eles ensaiam uma paralisação em massa.

Carvalho disse que a categoria espera uma sinalização do governador André Puccinelli (PMDB) para mais uma rodada de negociação. Caso não ocorra, haverá greve.

O governo mantém a proposta de reajuste de 7,79% para os policiais civis. Pelo menos três reunião já aconteceram com Puccinelli. Ele já disse que pretende passar o mês de abril conversando com todas as categorias para chegarem a uma definição e evitar assim, a paralisação. Puccinelli tem ressaltado que caso a ocorra greve, ele vai cortar o ponto e suspender os salários.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul enfrentou dois episódios de greve nos últimos vinte anos. O primeiro, no governo de Marcelo Miranda. A categoria ficou cerca de seis meses sem receber o vencimento. A outra, em 1995 no Governo de Wilson Barbosa Martins. Foram 45 dias de greve e os policiais tiveram seus salários suspensos.

Para o sindicato, além do governo não atentar a solicitação de um reajuste de 40% proposto pelos policiais, não aceitou a proposta de criar a 4ª Classe, que representa um ganho de 20% para categoria. A reivindicação dos policiais também é de que em três anos o salário passe de R$ 1.667,00 para R$ 4.200,00.

O Sinpol informa ainda que o indicativo de greve está mantido, a valer a partir da leitura do segundo projeto de reajuste salarial que deve ser encaminhado para a Assembléia Legislativa nas próximas semanas. O projeto com o reajuste linear de 3% já foi encaminhado para a Casa de Leis. Amambai vai aderir ao movimento.

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