2008-04-10 01:21:00
O governador André Puccinelli deu por encerradas as negociações com os servidores da Polícia Civil. Depois da reunião sem acordo na terça-feira, o Parque dos Poderes amanheceu ‘fechado’, com barreiras e todos os acessos à Governadoria, onde fica o gabinete do governador. A PM está de prontidão para reprimir manifestações. Segundo o governador, não há como dar aos policiais civis aumento superior a 7,8%. A categoria quer 28% e estaria disposta a aceitar até 20, no mínimo.
Puccinelli atribuiu ao secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, a decisão de colocar policiamento ostensivo no Parque dos Poderes, mas o secretário alegou que a presença dos PMs era apenas um exercício de rotina, treinamento da tropa.
Segundo a assessoria do governador, as negociações com os servidores sobre a questão salarial “estão encerradas”, pois todas as categorias já sabem os valores. “Não há necessidade de esticar a discussão”. André Puccinelli já ameaçou cortar ponto, bloquear salários e não repassar abono aos servidores que decidirem apelar para a greve.
O aparato policial deslocado para o Parque dos Poderes teria sido parte de um treinamento de rotina”, segundo Wantuir Jacini, que logo depois foi desmentido pelo governador, que viu a medida como preventiva, para ‘evitar excessos’. Foram deslocados 60 policiais. O governador reconheceu que o servidor tem o direito à manifestação e afirmou que a presença da polícia era para preservar o patrimônio público, para que manifestantes “não se excedessem nem quebrassem o patrimônio”. Mas a ordem de ‘fechar’ o Parque, insistiu, não partiu do governador.
O governador disse que o Estado não pode bancar aumento superior a 7,79%. Os policias pedem aumento de 28%. Por causa do impasse, o Sinpol mantém indicativo de greve para a semana que vem.
Já nesta quinta-feira, os policiais programam uma panfletagem nas principais cidades do Estado, explicando as reivindicações da categoria e em Campo Grande, na praça Ary Coelho. Mas só os aposentados e policiais de folga vão participar porque o governo já avisou que cortará ponto em caso de falta. Na sexta, a categoria promete deflagrar operação-tartaruga.








