2008-03-27 12:05:00
A taxa de desemprego deve permanecer em alta nos próximos meses, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O movimento de crescimento constatado nos dois primeiros meses é sazonal e já era esperado, explicou o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo. A expectativa é que a taxa só comece a arrefecer a partir de maio.
"Não houve piora. Ocorreu uma evolução sazonal, que é normal nessa época do ano. O comércio fica mais esvaziado, o consumo diminui bastante. Há muitos impostos para pagar nesa época. Pelo histórico, espera-se que haja queda a partir do segundo trimestre", afirmou.
Azeredo observou que a subida do nível de desemprego ocorreu, principalmente pelas dispensas no setor de comércio, após as contratações que são feitas no final de ano. Ele ressaltou, no entanto, que o patamar atual está abaixo do que vinha sendo verificado nos últimos anos.
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil subiu para 8,7% em fevereiro, depois de ficar em 8%, no mês anterior. Em relação a fevereiro do ano passado, porém, o índice recuou 1,2 ponto percentual.
No ano passado, o desemprego ficou em 9,3% e 9,9%, respectivamente, em janeiro e fevereiro. No ano anterior, esses índices haviam chegado a 9,2% em janeiro e 10,1% em fevereiro. Em 2005, o desemprego de janeiro ficou em 10,2%, indo a 10,6% no mês seguinte. A alta havia sido mais intensa em 2004, com altas de 11,7% e 12% em janeiro e fevereiro.
Cimar Azeredo destacou que o número de trabalhadores com carteira assinada vem subindo de forma significativa e já é recorde. Na comparação com fevereiro de 2007, houve acréscimo de 8,4%, o que significa mais 722 mil empregados formais no mercado. Somados os trabalhadores do setor privado com militares e funcionários públicos, constata-se que 54,6% do mercado de trabalho é formalizado. Esse índice é o maior da série histórica da pesquisa.
O rendimento médio do trabalhador de R$ 1.189,90 é o maior para um mês de fevereiro, desde o início da série, em março de 2002. A expectativa é que esse rendimento suba ainda mais, com o aumento do salário mínimo.










