2008-03-26 12:06:00
Apesar de contar com pesquisas avançadas ao redor do mundo, a vacina contra a dengue não chegará à população em menos de cinco anos. A avaliação é do presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), Paulo Buss.
Na tarde desta terça-feira, Buss participou de reunião com especialistas como infectologistas, epidemiologistas e virologista na sede da fundação, em Manguinhos (zona norte do Rio) para discutir a proliferação da doença no Rio. "Estamos há um período entre cinco a dez anos de uma vacina contra a dengue. Não há nenhuma expectativa antes disso", declarou Buss.
Para evitar novas epidemias, o ideal, para o presidente da Fiocruz, é que já houvesse no mercado um medicamento que atacasse diretamente o vírus. Atualmente, os únicos mecanismos disponíveis são os que agem contra os sintomas da dengue, como o paracetamol.
"Hoje, há inúmeras iniciativas hoje de pesquisa de uma vacina, em laboratórios públicos e privados, universidades americanas e instituições européias. Mas, por enquanto, não temos nenhum antiviral".
Dentro da Fiocruz, há uma pesquisa para se criar uma vacina contra a dengue em estágio avançado, afirmou o virologista Herman Schatzmayr, do Instituto Oswaldo Cruz, subordinado à fundação. Um grupo de cerca de dez pesquisadores testam os efeitos da mistura de uma fração do vírus da dengue com o da febre amarela, que já conta com vacina própria.
"Já sabemos que essa mistura com o vírus 2 da dengue funcionou bem, agora precisamos testar os outros tipos". O estudo, que é realizado há cinco anos, pretende encontrar imunização para os tipos 1, 2 e 3 do vírus da dengue, hoje presentes no Brasil, disse Schatzmayr.








