2008-03-20 03:19:00
Estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgado ontem, quarta-feira pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), revela que, em 2007, as mulheres ultrapassaram os homens pela primeira vez em empreendedorismo no Brasil. O número relativo de empreendedoras brasileiras é o sétimo maior do mundo.
No ano passado, as brasileiras representaram 52% dos empreendedores adultos, enquanto em 2001, primeiro ano da pesquisa, elas eram apenas 29%, um crescimento de 23 pontos percentuais em seis anos.
Cerca de 8 milhões de mulheres, o que representa 12,71% da população economicamente ativa (PEA) feminina do país, são empreendedoras.
Elas ocupam o 7º lugar num ranking mundial que inclui 42 países. O percentual é menos da metade do líder Peru, onde 26,06% das mulheres possuem um negócio. A última nação colocada é a Letônia, com 1,41% de empreendedoras.
Segundo a pesquisa, 63% das mulheres começam a ser empreendedoras por necessidade. Isso porque elas precisam complementar a renda familiar ou assumir de vez o papel de chefe da família.
A GEM também mostrou que o comércio varejista de artigos de vestuário e complementos é a atividade preferida das mulheres empreendedoras (37%), seguido pela indústria de transformação (27%) e atividade de alojamento e alimentação (14%).
Novos negócios- A pesquisa também revelou que o número de pessoas que abrem negócios no Brasil cresceu em 2007. A taxa de empresas iniciais (com mais de três anos e meio) subiu de 11,6% em 2006 para 12,72% da PEA em 2007, o que equivale a 15 milhões de empreendimentos.
No ranking mundial, o Brasil passou de 10º a 9º país com o maior número de pessoas que abrem negócios. A Tailândia é a líder.
O motivo que mais leva pessoas a abrir seu próprio empreendimento no Brasil é a oportunidade (57%). Apenas 5,30% viraram empreendedores por necessidade.
Os jovens, no entanto, se tornam empreendedores porque precisam. Somente 14% dos empreendedores por oportunidade têm entre 18 e 24 anos. Cerca de 20% das empresas novas e nascentes são de jovens
A GEM mostrou também que setor de serviços prestados aos consumidores foi o preferido da maioria das empresas que nasceram no Brasil no ano passado (54,1%).










