2008-03-13 06:27:00
Vilson Nascimento
Brigas entre gangues formadas por adolescentes, a maior parte por menores de idade, vem aterrorizando as noites na Praça Coronel Valêncio de Brum, no centro da cidade em Amambai.
A ação dos vândalos que tem tirado o sossego da população, principalmente das famílias que visitam a praça à noite nos finais de semana, vem ocorrendo há algum tempo e tem exigido ações enérgicas da Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo e preventivo na cidade.
No início da madrugada do último domingo (9) após vários focos de briga ocorridos no local, policiais militares prenderam dois jovens acusados de envolvimento nos atos de vandalismo, um adolescente de 16 anos e João Guilherme Ledesma de 18 anos.
Eles foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai para serem tomadas às providências de praxe.
Segundo o delegado titular local, Dr. Claudineis Galinari, João Ledesma foi enquadrado e responderá TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) por lesão corporal e o menor responderá a “ato inflacional”, pelos mesmos motivos.
Mães reclamam da ação da polícia- Na segunda-feira (10) Joana Guilherme Ledesma Miranda, mãe de João Ledesma e Luzia Brito Gonçalves Luciano procuraram a imprensa para acusar os policias que atuaram na detenção dos rapazes por de agressão e abuso de autoridade.
Segundo as mulheres seus filhos não estavam envolvidos no tumulto, mas acabaram reditos e espancados pelos policias.
Segundo as mulheres além de procurar a imprensa, elas entrariam com denúncias contra os PMs junto Polícia Civil e ao Ministério Público Estadual, fator que não havia acontecido até à tarde dessa quarta-feira conforme apurou nossa reportagem.
Policiais confirmam participação dos jovens- Procurados pela reportagem os policiais militares que comandaram a ação na madrugada de domingo disseram não ter dúvidas sobre a participação dos dois rapazes detidos nas brigas e alegaram, inclusive, que instantes antes da detenção a dupla, em companhia de outros indivíduos, já haviam se envolvido em outro tumulto que foi disperso pela polícia.
De acordo com os policiais o emprego da atitude enérgica para conter o tumulto, fator que inclusive causou lesões nos dois rapazes detidos, foi extremamente necessário pela grande quantidade de pessoas envolvidas na briga.
Os policiais informaram que as lesões, como marcas provocadas por golpes de cassetetes, ocorreram durante a ação para conter o tumulto e negaram ter agredido os rapazes após a detenção, conforme acusa as mães.
MPE apóia ação policial– Procurado pela nossa reportagem, o Promotor de Justiça Dr. Ricardo Rotunno, titular da 2ª Promotoria e Supervisor-geral do MPE na Comarca de Amambai informou que o Mistério Público não recebeu informações sobre a questão, mas antecipou o apoio do MPE a ação policial.
Segundo o Promotor atos que venham a provocar tumulto e desordem, comprometendo a segurança e a ordem pública como os que ocorreram no início da madrugada de domingo são inaceitáveis e a polícia tem total apoio do Ministério Público para agir, inclusive com o emprego da força física como foi o caso, para restabelecer a ordem e a disciplina.











