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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Arsenal é achado após dez anos

2008-03-07 20:41:00

Um arsenal com 538 revólveres e escopetas, abandonado há 10 anos, foi descoberto em dois prédios pertencentes à Secretaria Estadual de Transporte. Encontrado ao lado de coletes à prova de balas e munição, o armamento era utilizado por seguranças dos trens e metrô, serviços privatizados em 1998. O material foi achado durante inspeção do secretario Estadual de Transportes, Júlio Lopes, e entregue à Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae) da Polícia Civil.

A primeira descoberta ocorreu por acaso, na quarta-feira, no prédio da antiga Rio Trilhos, em Copacabana. Lopes andava pelo edifício, onde há duas semanas funciona a secretaria, quando viu um cofre envolto por correntes em uma pequena sala. Curioso, perguntou a um funcionário sobre o conteúdo e levou um susto com a resposta. “São as armas, doutor”, respondeu o servidor. O cofre foi arrombado e lá havia 40 revólveres calibre 38 e grande quantidade de munição.

DENTRO DE ARMÁRIO

Diante da descoberta, Lopes determinou que também fosse feita uma vistoria no depósito da antiga Estação Barão de Mauá, em São Cristóvão, desativada desde 1999, de onde partia o ramal da Leopoldina. Na fiscalização, ontem de manhã, a surpresa foi ainda maior: 498 carabinas, espingardas e revólveres estavam dentro de um armário que foi aberto com facilidade. As armas pertenciam à extinta Polícia Ferroviária Federal. Policiais da Dfae foram acionados para acompanhar a inspeção.

“Imaginei que pudesse haver armas abandonadas também na estação da Leopoldina, só não pensava que fossem tantas. Foi uma surpresa, mas é no mínimo preocupante. Se bandidos invadem um quartel para roubar armas, não vão entrar nesses depósitos sem seguranças para pegá-las? Não o fizeram porque não sabiam”, disse o secretário de Transportes.

A insegurança do local também espantou o delegado Ícaro Silva, da Dfae. “Esse lugar não tem capacidade de garantir a segurança de uma arma sequer. Imagina de um arsenal desses. Felizmente não caíram em mãos erradas”, comentou.

O material foi levado para o depósito da Dfae. O delegado adiantou que as armas estão em perfeitas condições de uso, mas que, antes de encaminhá-las à Polícia Civil, passarão por testes.

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