2008-03-03 18:07:00
O prefeito Flávio Kayatt (PSDB) poderá perder um importante apoio para garantir a sua reeleição em outubro próximo. É que o Democratas (DEM) começa a articular o lançamento de um nome para a sucessão na fronteira. O anúncio da disposição de disputar a Prefeitura de Ponta Porã foi feito pelos dois vereadores do partido, Veimar Marques e Ramão de Deus, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal na quinta-feira passada. A candidatura própria atende aos pedidos do vice-governador e presidente regional do partido, Murilo Zauith.
Durante reunião com os dois parlamentares a alguns dias atrás, Zauith já havia orientado que a direção nacional do DEM quer candidatura própria em cada município brasileiro com mais de 50 mil habitantes. A intenção é fortalecer o Democratas, ganhando novas prefeituras para chegar com chances de vitória nas eleições de 2010, quando será eleito o novo presidente da república.
Veimar Marques disse que o acordo que existe
Ramão de Deus também defende a discussão interna para definir um nome para disputar a sucessão. “Temos em nossos quadros profissionais liberais, lideranças de classes e empresários de sucesso. Acredito que podemos buscar um nome que possa fazer frente nas eleições deste ano. Não podemos nos acomodar e nem ficar esperando a sobra do processo. O DEM está com um grupo consistente e conforme disse o vice-governador Murilo, é preciso ampliar a base em todo o Estado”, destacou.
Com relação às cogitações de que o presidente do Diretório Municipal, Eduardo Campos, estaria fechado com a reeleição do prefeito Kayatt, tanto Veimar Marques como Ramão de Deus, foram categóricos em afirmar que o acordo existente foi para o primeiro mandato, e que até o momento não ocorreram negociações com o DEM em relação ao pleito de 2008.
“Estamos abertos para ouvir todos os partidos; para negociar composições, mas em nenhum momento fechamos com A ou B, até porque nem fomos procurados por qualquer partido, e também porque existe o projeto do Diretório Regional para a candidatura própria. Acreditamos que são apenas especulações, porque no nosso entendimento o Eduardo não poderia fazer qualquer acordo sem consultar as bases. Se fizesse não teria legitimidade, até porque ele é o presidente, mas não o dono do partido”, destacaram.










