2008-02-27 01:28:00
Vilson Nascimento
Foi condenado há 13 anos de prisão com início da pena em regime fechado, nessa segunda-feira (25) em Sete Quedas, fronteira com o Paraguai, o agricultor Arino João Caetano de 75 anos.
Arino, que saiu da sessão do Tribunal do Júri direto para uma cela na Delegacia de Polícia Civil de Sete Quedas, foi levado a júri popular sob acusação de assassinar, em dezembro de 2006, o também agricultor Casemiro Ozga de 61 anos, crime ocorrido no Assentamento São José do Jatobá em Paranhos onde ambos residiam.
Segundo a Polícia Civil de Paranhos, que investigou o caso na época, Arino Caetano teria matado Casemiro com um tiro na cabeça quando ambos voltavam de uma mercearia situada no interior do assentamento rural e tentado esconder as provas do crime lavando a charrete onde ambos viajavam e a arma do crime, um revólver calibre 38 posteriormente encontrado pela polícia.
O agricultor foi preso em flagrante e após um certo tempo na cadeia, por conta das condições frágil de saúde, foi colocado em liberdade, porém 15 dias depois voltou a ser preso por posse ilegal de armas, crime pelo qual já teria sido condenado ao pagamento de multa e já teria cumprido a pena, segundo o advogado Hildebrando Corrêa Benites, que defendeu o agricultor nos dois processos.
Advogado vai recorrer da sentença- Nessa terça-feira (26) Dr. Hildebrando Corrêa Benites que defendeu Arino Caetano no Tribunal do Júri disse não concordar com a condenação e disse que vai recorrer, pedindo a anulação do julgamento.
Dr. Hildebrando informou, também que já teria ingressado com um pedido de “prisão domiciliar” para o agricultor Arino Caetano, tendo em vista as condições de saúde de seu cliente.
Segundo as informações o Juiz de Direito, titular da Comarca de Sete Quedas, Dr. Plácido de Souza Neto já teria determinado que o agricultor seja submetido a uma avaliação médica nos próximos dias para decidir se acata ou nega o pedido da defesa.










