2008-02-24 07:10:00
Tão importante quanto a origem do carvão vegetal que alimentará a siderúrgica da MMX em Corumbá, o local onde o combustível será produzido também intriga ambientalistas. Atualmente, o carvão é comprado fora do Estado. Quando iniciar o corte das áreas plantadas com eucalipto em Mato Grosso do Sul – prevista para 2010 – a empresa de Eike Batista espera contar com estruturas que fabriquem carvão com o mínimo de agressão ao meio ambiente.
A afirmação partiu de Antônio José, gerente Florestal da MMX, durante Dia de Campo realizado neste sábado em Anastácio, no Viveiro de Mudas da empresa. Conforme o funcionário, a produção de eucaliptos para serem transformados em carvão é estimulada em “blocos”. “São propriedades próximas, para garantir uma produção centralizada”, disse. A fabricação também deverá fugir do modelo de carvoarias, adotando-se plantas fabris de grande capacidade.
“Em Minas Gerais já temos tecnologia para produzir carvão em grandes fornos de alvenaria e mecanizados. E estudamos ainda uma tecnologia da Austrália, onde a carbonização é feita sem impacto ambiental, em um ambiente fechado com o aproveitamento dos resíduos”, prosseguiu José.
Até 2010, a empresa visa garantir um número aceitável de árvores a serem exploradas no futuro. O viveiro de mudas de Anastácio tem capacidade para produzir sete milhões de mudas de eucaliptos anualmente, além de 500 mil exemplares de espécies nativas. Para cada hectare de eucalipto plantado, a siderúrgica planeja recuperar 0,3 hectares de matas nativas.











